Secretaria de Saúde lança aplicativo para combate ao mosquito da dengue
População vai poder denunciar focos do Aedes, para que poder público acione agentes de endemias
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lançou, nesta segunda-feira (29), o aplicativo "Juntos pela Saúde", uma tecnologia que vai permitir que qualquer cidadão denuncie focos do Aedes aegypti. A ideia é atuar em conjunto com a população e as forças armadas, com o intuito de combater os criatórios do mosquito - que também transmite o zika vírus e a febre chikungunya - em todo o estado.
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Desenvolvida pela empresa alagoana Rastru, a ferramenta permitirá que se faça denúncias anônimas, com o envio de fotos, vídeos, áudio e localização geográfica. Com isso, os órgãos do poder público formarão um banco de dados com as informações e poderão acionar agentes de endemias ao local.
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"Temos um inimigo em comum, que é o Aedes. Nem falo de zika ou dengue porque, sem o mosquito, o vírus não passeia por canto nenhum. A população precisa entender o seu papel. Sem a população entender que o combate começa na casa de cada um de nós, não vamos conseguir", disse a secretária Rozangela Wyszomirska.
A gestora afirmou, ainda, que o tempo para que as demandas sejam atendidas vai depender da localização dos focos e também da quantidade de denúncias feitas pelas pessoas. Segundo a gestora, a expectativa é a de que a resposta seja rápida.


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"Pretendemos dar uma resposta rápida, mas não posso garantir que ela será imediata porque vai depender do tipo da denúncia. E também é muito importante que não haja denúncias vazias, para que a gente não perca tempo", salientou, acrescentando que as forças armadas e a Defesa Civil vão agir nos casos em que as residências estiverem fechadas.
Sobre o funcionamento do disque denúncia da dengue, Rozangela afirmou que o serviço funciona, mas não da maneira esperada. "Ele funciona, mas não com a agilidade devida e com o tempo de resposta desejado. Vamos tentar acelerar isso, mas também com a participação dos municípios, que têm os agentes de endemia".
Responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, o proprietário da Ratru, José de Alencar, destacou que a ideia é firmar uma cooperação com a sociedade civil. "O aplicativo vai trabalhar pela diminuição dos focos do mosquito, e contamos com a participação da população, que vai ser uma aliada do Estado".
Ele disse também que, por meio da ferramente, será possível informar os locais onde há focos do Aedes, além do repasse de mais informações sobre a situação. "As pessoas poderão informar, por exemplo, se naquele local há lixo, facilitando o trabalho dos agentes de endemias", afirmou.
A app já está disponível para download na Play Store, para celulares com sistema operacional Android. Para os que utilizam o IOS, o aplicativo deve ser disponibilizado dentro de 15 dias.
Drones
Durante o lançamento, a Sesau fez uma demonstração quanto ao funcionamento dos drones, que podem atuar identificando focos do Aedes aegypti em locais de difícil acesso, como forma de auxiliar o trabalho já realizado pelas equipes de vigilância.
A ferramenta possui uma câmera capaz de tirar 10 fotos a cada cinco segundos, além de um GPS para mapear as ações. As imagens capturadas são enviadas em tempo real para um tablete, na tentativa de facilitar o monitoramento de focos de mosquito.
