Mandante de crime e executores são condenados a 24 anos de prisão
Todos terão de pagar indenização de R$ 10 mil; envolvida com o tráfico de drogas, mandante teria "desconfiado" de novo vizinho, morto a facadas
Os réus Edvan Jacinto Santos da Silva, Eliane Nunes Rosendo e Vitor Luongo Lopes da Silva foram condenados a 24 anos e seis meses de reclusão pela morte de Cristiano Mendes dos Santos, ocorrida em janeiro de 2011, no Conjunto Santa Maria, bairro Cidade Universitária, em Maceió. Cada um deverá ainda pagar indenização de R$ 10 mil aos familiares da vítima.
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O julgamento foi realizado na última terça-feira (23), no Fórum do Barro Duro, em Maceió, onde os jurados rejeitaram a tese de negativa de autoria e condenaram o trio por homicídio qualificado. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado.
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De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), Eliane Rosendo foi a mandante do crime. Ela é apontada como sendo a chefe de uma quadrilha que comercializava drogas na parte alta de Maceió. Ainda segundo o MP, Eliane teria desconfiado de Cristiano, que havia chegado recentemente ao Conjunto Santa Maria, e mandado matá-lo. Edvan e Vítor foram os que deferiram os golpes de faca e efetuaram os disparos que levaram a vítima a óbito.
"A acusada [Eliane Rosendo] arquitetou o delito, ordenando os corréus [Edvan e Vítor] a praticá-lo", destacou o juiz John Silas da Silva, que presidiu o julgamento, com a acusação a cargo do promotor Marcos Mousinho, enquanto o advogado Marcelo Ferro e a defensora pública Andreia Carla fizeram a defesa dos acusados.


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O júri
O julgamento dos réus teve início às 15h e terminou pouco depois da meia-noite. A primeira testemunha ouvida foi a prima da vítima, Ariana dos Santos. "Ele não tinha nenhum inimigo. A gente da família só quer Justiça".
Já a irmã de Cristiano, Tereza Cristina, também prestou depoimento. Disse que o irmão havia sido aprovado em uma seleção de emprego e que, no dia seguinte, iniciaria no novo trabalho. "Ele nunca teve passagem pela polícia e nunca usou drogas. Não sabemos o motivo [do crime] até hoje", afirmou.
Os réus também foram ouvidos e negaram envolvimento no assassinato. Cristiano Mendes dos Santos tinha 30 anos e deixou quatro filhos.
