Torcidas organizadas não terão acesso ao Rei Pelé, afirma juiz
Decisão foi tomada em reunião nesta terça-feira; TJ se reúne com membros de torcidas organizadas e da FAF na sexta (19)
O juiz Celyrio Adamastor Acioli - titular do 3º Juizado Especial Cível e Criminal da Capital, que tem como extensão o Juizado do Torcedor - afirmou, nesta quarta-feira (17), durante reunião com representantes da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, e das polícias Civil e Militar, que as torcidas organizadas Mancha Azul e Comando Alvirrubro não terão acesso às arquibancadas do Estádio Rei Pelé na tarde deste domingo (21), data do clássico CSA x CRB.
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Na oportunidade, o magistrado afirmou que a medida é fruto do não cumprimento de exigências definidas durante audiência realizada no ano passado, assegurando que o objetivo do Poder Judiciário é garantir a paz nos estádios de futebol. "A liberação será concedida apenas se elas apresentarem a documentação exigida antes do jogo", explicou Celyrio Adamastor.
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Durante o encontro realizado na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, no centro de Maceió, o magistrado destacou o empenho das forças de segurança no sentido de também coibir a ação de criminosos.
"As polícias estão fazendo sua parte para garantir mais segurança nas partidas, bem como a Defesa Social, para dar celeridade à confecção dos Termos de Ocorrência. Nesta sexta-feira, faremos uma reunião com membros das torcidas organizadas e da Federação Alagoana de Futebol", disse o juiz, sobre a partida cujo número de ingressos a serem vendidos ainda não foi confirmado - estima-se, porém, que cerca de 15 mil pessoas acompanhem o duelo válido pela 6ª rodada do Campeonato Alagoano.


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"Judiciário não quer acabar com as organizadas"
Na mesma reunião, o desembargador Tutmés Ayran, reforçou que algumas medidas foram definidas no intuito de se aumentar o controle sobre a atuação das organizadas, mas não para extingui-las. "É preciso controle sobre os agentes. A presença do Juizado no Rei Pelé foi um avanço para se garantir mais celeridade ao julgamento das ocorrências. Nosso objetivo não é extinguir as torcidas, que fazem bem ao espetáculo do futebol e devem ser preservadas", frisou.
Segundo o comandante-geral da PM, coronel Paulo Domingos de Lima Júnior, o efetivo policial está preparado para atuar no clássico. "Temos que banir os maus torcedores para que as pessoas que realmente respeitam o futebol voltem a frequentar os estádios", afirmou o comandante, sem, contudo, citar o número de policiais que irão trabalhar na segurança das torcidas, dentro e fora do estádio.
Para a secretária de Esportes, Cláudia Petuba, o trabalho de videomonitoramento que vem sendo feito dentro do estádio, somado à criação de uma estrutura administrativa e à campanha educativa "Paz nos estádios", também vem contribuindo para garantir mais segurança durante as partidas.
Já o juiz Carlos Cavalcanti, que, na ocasião, representou o corregedor-geral Klever Rêgo Loureiro, lembrou que a Corregedoria se colocou à disposição do Juizado do Torcedor, designando magistrados para os dias de jogos.
