Indonésia proíbe emojis gays em aplicativos de mensagem
App LINE retirou figuras e pediu desculpas a país muçulmano. Conteúdo é proibido por 'princípios culturais e normas religiosas'
As autoridades indonésias pediram aos operadores que propõem aplicativos de mensagens instantâneas a supressão de todos os emojis e pictogramas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais), uma nova ofensiva contra a homossexualidade no país muçulmano mais populoso do mundo.
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Estes emojis representam casais do mesmo sexo de mãos dadas e a bandeira do arco-íris, utilizada normalmente para simbolizar a comunidade LGBT, e se encontram disponíveis nos aplicativos LINE e Whatsapp, assim como nas redes sociais Facebook e Twitter.
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"Conteúdos como esses não estão autorizados na Indonésia em virtude de nossos princípios culturais e normas religiosas, e os operadores devem respeitá-los", declarou nesta sexta-feira (12) à agência France Presse um porta-voz do ministério da Comunicação e Informação, Ismail Cawidu.
Os conteúdos pró-LGBT são especialmente preocupantes, já que sua apresentação em emoticons ou pictogramas podem atrair as crianças, explicou Cawidu, para quem "estas coisas podem ser consideradas algo normal em alguns países ocidentais, mas na Indonésia isso é praticamente impossível".


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O ministério contactou, neste sentido, todas as companhias que propõem estes conteúdos, especialmente Facebook e Twitter, para pedir sua retirada. Se elas desrespeitarem a diretriz, podem ser proibidas em seu território.
O LINE Indonésia já retirou seus emojis gays de suas lojas on-line e publicou uma pedido de desculpas. "A LINE lamenta os incidentes vinculados a alguns pictogramas que são considerados sensíveis para muita gente", afirma.
Embora a homossexualidade não seja ilegal na Indonésia, é um assunto controverso.
