Conseg inicia apuração de truculência que vitimou advogados
Conselheiro ouviu profissionais e deve se posicionar na próxima semana
O Conselho Estadual de Segurança (Conseg) começou a apurar nesta quinta-feira (4) dois casos de truculência envolvendo policiais militares e advogados. O colegiado vai colher depoimentos e documentos que comprovem as agressões cometidas em prévias carnavalescas e, na próxima quinta (11), deve emitir um posicionamento inicial sobre as investigações.
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De acordo com Marcus Lacet, representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL) no Conselho Estadual de Segurança (Conseg), as investigações estão na fase inicial e o primeiro momento é ouvir os advogados Roberto Lima e Diego Cavalcante. Após esta fase, serão ouvidas testemunhas e os policiais suspeitos de agressão, Também serão colhidos os Boletins de Ocorrência (BOs), os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e o laudo do exame de corpo de delito, já que um dos advogados foi agredido fisicamente.
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"Tudo está na fase do nascimento e ainda não podemos informar nada, mas vamos apurar sim e, na próxima semana, haverá alguma deliberação. Ainda será designado um relator para o processo. O caso será levado ao colegiado", disse Marcus.

Em entrevista à Gazetaweb, os advogados solicitaram o apoio do Conseg ao passo em que lamentaram o fato, que "atingiu a Ordem e a Polícia Militar". Para Diego Cavalcante, a corporação não pode ter sua imagem manchada por esses policiais. "O que eu quero é apuração. Estou prestando a denúncia na condição de advogado e que seja instaurado o procedimento administrativo, porque a Segurança Pública não pode ter sua imagem maculada por militares desta categoria. A OAB tem sentido o peso da perseguição", comentou Diego.


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Segundo Roberto José Lima, outra vítima de agressões, é necessário que o poder público e a sociedade tomem conhecimento dos fatos porque tem se tornado uma rotina. "O meu desejo é que os agressores sejam punidos na forma da lei e que a PM faça os procedimentos. Ao mesmo tempo, quero deixar claro que tais casos não devem generalizar os demais profissionais da Segurança, pois ele se reveste de credibilidade pelo trabalho que desempenha diariamente", comentou o advogado.
As agressões aconteceram nos Blocos Bonecas da Serraria e Pinto da Madrugada, onde os militares teriam agido com truculência, através de agressões verbais e físicas.
