IML de Maceió pode enviar corpos para enterrar em cidades do interior
Desde denúncia sobre descaso no Divina Pastora, 15 cadáveres já foram levados para Arapiraca
O diretor do Instituto Médico Legal (IML), Fernando de Paula, não descartou a possibilidade de enterrar cadáveres de Maceió em outro municípios de Alagoas. Desde o problema de falta de espaço e do descaso constatado no cemitério público Divina Pastora, no bairro do Rio Novo, o gestor disse que quinze corpos foram enterrados em Arapiraca.
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"Não estamos descartando nenhuma possibilidade", resumiu Fernando de Paula, que também confirmou que a geladeira do IML opera acima da capacidade. Nesta terça-feira, ela contava com treze corpos.
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"Estamos fazendo uma triagem, um trabalho de identificação para avaliar como serão enterrados esses 13 corpos. Precisamos dar vazão ao que temos agora e aguardar um plano de como será daqui pra frente", explicou o diretor.
Ainda segundo Fernando de Paula, o instituto está elaborando um fluxo de cadáver, que diz respeito ao enterro dos corpos, e aguarda da Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) o resultado de um levantamento sobre as possibilidades de utilizar os cemitérios da capital. "Uma empresa vem organizando um plano de cemitérios para a cidade e a SMCCU deve pulverizar os corpos por cemitérios de Maceió", disse.


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O IML e a SMCCU aguardam a confirmação de uma reunião na Secretaria de Segurança Pública (SSP) para que o fluxo de cadáveres e soluções a curto e longo para o problema dos cemitérios sejam apresentados.
Situação no Divina Pastora
Na última terça-feira (19), em visita ao cemitério Divina Pastora, o Ministério Público Estadual (MPE/AL) encontrou um cenário de total descaso. Restos mortais espalhados pelo terreno e alguns até carbonizados. Depois de receber a foto de um cadáver sendo devorado por um urubu e a informação de que boa parte dos corpos não estava sendo enterrada por falta de espaço, o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, acompanhado do representando do Departamento de Cemitérios da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), Rogério Barros, foi até o local apurar a denúncia.
