Diretora do PAM Salgadinho entrega cargo e posto ficará fechado por 60 dias
Secretário Thomaz Nonô diz que servidores deslocados para outros postos terão que bater ponto
A diretora do PAM Salgadinho, Lílian de Carvalho Espíndola, entregou o cargo e está deixando o comando do posto de saúde. A mudança acontece em um momento delicado, quando o PAM vai ser totalmente interditado, por pelo menos 60 dias, para conclusão da reforma em alguns blocos. O anúncio foi feito pelo secretário Municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (26).
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De acordo com Lílian, a saída do cargo acontece "por motivos pessoais". Em entrevista àGazetaweb, ela declarou que já havia pedido para deixar a direção antes mesmo da interdição do posto. "Estou saindo por motivos pessoais, mas a luta pelo PAM Salgadinho continua. Não estarei na direção, mas continuo funcionária da unidade", afirma Lílian, que trabalha com homeopatia e acupuntura.
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Nonô afirmou que soube ontem da saída da diretora e disse que ainda não escolheu quem passará a ser o gestor da unidade. "Vou escolher o novo nome com carinho e não quero crucificar a antiga diretora, que fez o que foi possível. Tudo é um problema de gestão. Se sua casa não funciona bem, é um problema de gestão. A diretora do posto pediu demissão porque não se sentia habilitada a exercer a função, até pelo enfrentamento com a categoria", fala Nonô.
Segundo ele, o fechamento do PAM não foi uma medida adotada pela prefeitura, mas pelo Conselho Regional de Medicina (Cremal), que determinou a 'interdição ética' da unidade de saúde. Ao mesmo tempo, o gestor da saúde municipal destaca que a SMS já havia recebido um ofício, em novembro do ano passado, avisando sobre a situação do PAM, mas o documento ficou "esquecido" na secretaria.


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"Quero dizer em público que o Cremal está coberto de razão e peço desculpas públicas por um incidente que não tivemos culpa, mas a responsabilidade era da Secretaria. O Cremal mandou um ofício com as fotografias desastrosas do PAM e dizendo que faria a vistoria. No dia 3 isso foi despachado para outro departamento, um erro de avaliação. E lá ficou dormindo. Eu não recebi o comunicado do cremal e a leitura dele era que não estávamos ligando. Eles fizeram bem em fazer o que fizeram", admite.
No total, 570 profissionais, sendo 122 médicos e demais servidores, vão ser transferidos para 68 outras unidades do município de Maceió. Os locais para onde esses profissionais serão relocados já teriam sido decididos, mas ainda não há data para transferência.
Segundo o secretário, os servidores vão bater ponto eletrônico em alguns postos. "Em outros não, porque a Internet é ruim, mas vai ter outra maneira de verificar a presença desses funcionários", pontua.
A expectativa é que o PAM Salgadinho reabra dentro de 60 dias, quando devem ser concluídas as obras de reforma nos blocos A, B e C, mas esse prazo pode ser alterado. Os três blocos respondem por 50% dos atendimentos na unidade de saúde. A ideia é que os servidores voltem paulatinamente ao trabalho na unidade.
