Há cinco anos, comerciantes convivem com problemas na Praça do Pirulito
Transtornos começaram com obras do VLT, que foram concluídas em 2010
Há aproximadamente seis anos comerciantes e pedestres da Praça do Pirulito, no Centro de Maceió, convivem com transtornos ocasionados pelas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Mesmo depois de concluídos os trabalhos, nenhuma medida foi adotada para melhorar as vias e os serviçoso públicos na região. Falta pavimentação e o recolhimento do lixo é deficiente, o que, segundo os comerciantes da localidade, fez cair o movimento em cerca de 90%. As obras de substituição dos trilhos e a expansão da área para a circulação do trem foram concluídas em dezembro de 2010.
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Segundo o empresário Enivaldo dos Santos, de 53 anos, que possui uma loja de peças para motos há quase 30 anos, nunca houve tanto descaso na localidade. Ele diz que já perdeu as contas de quantas vezes procurou a Prefeitura de Maceió e as secretarias municipais com o objetivo de buscar uma solução para os problemas. Em algumas dessas ocasiões, no entanto, ele diz não ter sido, sequer, recebido.
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"No início, assim que inaugurou o VLT, fui praticamente toda semana lá [na prefeitura] e a resposta era que iriam executar um projeto de revitalização. Anos se passaram, mudou de prefeito e ninguém resolveu o nosso problema. Às vezes passava horas no gabinete e ninguém me atendia", relatou.
Ainda segundo Enivaldo, em dias de chuva, o movimento nas lojas é praticamente zero, porque a rua fica alagada e cheia de poças de lama. Há também o problema da poeira ocasionada pela passagem de veículos na rua despavimentada, sujando as peças de mostruário e os equipamentos eletrônicos.


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De acordo com a empresária Rafaella Maurício, de 25 anos, que cuida da loja do pai, durante os fins de semana os estabelecimentos permaneciam abertos até por volta das 17h e, dependendo do movimento, esticavam o movimento até as 19h, mas atualmente, devido ao baixo movimento, raramente as lojas ultrapassam as 15h.
"Nosso movimento caiu muito porque a rua está esburacada, a poeira toma conta daqui. Ninguém quer vir para tomar poeira na cara e nem ficar sujo de lama em dias de chuva. Sem contar com a presença de ratos, baratas e escorpiões", disse.
Rafaella relatou que precisa realizar manutenção geral em seus computadores por conta dos problemas ocasionados pela poeira que entram nas partes sensíveis do equipamento.
O frentista Luciano Lopes, de 29 anos, que é cliente das lojas, disse que ainda frequenta o local por conta dos preços das peças e da oferta de mão de obra, mas se não fosse por isso, procuraria outros estabelecimentos em outras regiões.
"Sou cliente daqui há anos, mas depois que ficou nessa situação, diminuí muito minha vinda, mas confesso que aqui encontro os melhores preços e mecânicos. O acesso ficou pior depois dessa obra. A prefeitura pavimentou a rua de trás, e porque não essa da frente das lojas?", questionou.

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) reconheceu que o problema da Praça do Pirulito é gravíssimo e que um projeto de revitalização da região será realizado em 2016. Segundo ele, a primeira etapa já se iniciará em janeiro do próximo ano.
"Sabemos que a Praça do Pirulito tem esse problema gravíssimo, que precisa ser resolvido logo. Em janeiro, daremos início à pavimentação de toda a área e vamos por mais contêineres para que sejam depositados o lixo das lojas e residências. Vamos também ver uma solução para que as pessoas não atravessem pelos trilhos se arriscando", finalizou.
A reportagem da Gazetaweb flagrou pessoas transitando pelos trilhos para atravessar até o outro lado da rua. As grades que faziam a proteção e impediam o acesso dos pedestres foram arrancadas por vândalos e vendidas em ferros-velhos.

