Oposição apresenta chapa alternativa para comissão do impeachment
Chapa se chama 'Unindo o Brasil' e tem 35 integrantes de 13 partidos. Eleição dos integrantes da comissão está prevista para ocorrer nesta tarde
Deputados de oposição e dissidentes da base governista protocolaram nesta terça-feira (8) uma chapa alternativa ?pro-impeachment? para concorrer a vagas na comissão especial que dará parecer pela continuidade ou não do processo de impeachment da presidenteDilma Rousseff.
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Integram a chapa 35 deputados indicados por PSDB, SD, DEM, PPS, PSC, PMDB, PHS, PP, PTB, PEN e PSD. Segundo os deputados, a chapa foi batizada de "Unindo o Brasil" e foi protocolada na Câmara às 13h50. Para poder participar da eleição do colegiado, que terá 65 vagas, uma chapa precisa contar com 33 indicações.
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Na hora da eleição para a comissão especial, que deve ser realizada na tarde desta terça em sessão no plenário daCâmara, os deputados terão que escolher entre a chapa oficial e a alternativa.
Os partidos que não tiverem indicações na chapa vencedora serão instados a apresentar as indicações para completar as vagas. Em seguida, esses nomes serão votados.


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Uma sessão da Câmara havia sido marcada para a noite desta segunda (7) para eleger a comissão que irá analisar o processo, mas foi adiada.
Inicialmente, os líderes partidários haviam entrado em acordo para não permitir candidaturas avulsas. No entanto, deputados da oposição e de uma ala doPMDBreivindicaram a possibilidade de lançar chapa avulsa.
O objetivo da chapa alternativa é compor um grupo com deputados do PMDB que são críticos ao governo Dilma, já que o líder da bancada na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), deve apresentar apenas nomes mais em sintonia com o Palácio do Planalto.
"Queriam formar uma comissão chapa branca, sem interesse em investigar. Por isso estamos lançando essa chapa", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) ao anunciar a lista.
"Já temos certo 35 nomes. Mas podemos chegar a 39. O PSB está decidindo a adesão", afirmou o peemedebista, que integra a ala do PMDB que defende o rompimento com a presidente Dilma.
O presidente da Câmara,Eduardo Cunha(PMDB-RJ), autorizou e decidiu postergar para esta terça o prazo de indicação de nomes e eleição para a comissão especial. A decisão foi criticada pelos líderes do PMDB, do governo e do PT.
"É inaceitável. Essa comissão já começa inviabilizada. Está se permitindo uma briga interna das bancadas com indicação de membros para outra chapa", criticou Sibá. "É uma confusão. É a segunda mexida. O prazo para indicação era hoje às 14h. O presidente passou para 18h. Agora remarca para amanhã e permite que dentro de uma mesma bancada haja indicações para outra chapa. É inaceitável", disse na segunda o líder do PT, Sibá Machado (AC).
