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MPT ajuíza ação contra Estado por manter condições de trabalho do 1º BPM

Laudo pericial mostra que local possui estrutura precária e munições são armazenadas de forma irregular

O procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo pediu à Justiça do Trabalho, por meio de ação civil pública, que o Estado de Alagoas seja obrigado a adequar o meio ambiente de trabalho do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), localizado no bairro do Vergel do Lago. Um laudo pericial elaborado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que o local possui estrutura precária, as munições são armazenadas de forma irregular e não há equipamentos de combate a incêndios disponíveis, dentre outras irregularidades.

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Após solicitar fiscalização à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AL) e realizar inspeção direta através dos peritos da Procuradoria, o MPT constatou que as condições de conforto, saúde e segurança no 1º BPM não são adequadas. O prédio possui mobiliário precário, podendo gerar doenças ocupacionais; a cobertura externa do local é feita com palha; a instalação elétrica é improvisada, próxima a materiais inflamáveis - como o PVC; e o material explosivo utilizado pelos policiais é armazenado em local sem ventilação.

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O laudo elaborado pelo Setor de Perícias do MPT ainda mostra outras irregularidades. As instalações sanitárias estão em desacordo com o que dispõe a norma regulamentadora, os armários individuais são precários e em número insuficiente, não existe local apropriado para vestiário nem para o consumo das refeições. O fornecimento de água potável é insuficiente e faltam copos de uso individual. Também foram constatadas irregularidades no fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ? são fornecidos apenas capacete e colete à prova de balas, mas não são disponibilizados para todos os profissionais.

Durante diversas audiências o MPT tentou solucionar as irregularidades de forma extrajudicial, por meio da assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta, mas o Estado de Alagoas se negou a buscar a solução do problema.

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Pedidos à justiça

O Ministério Público do Trabalho requer que a justiça conceda tutela antecipada e condene o Estado de Alagoas a realizar reforma no 1º Batalhão da PM para retirar depressões nas instalações; realizar a troca imediata da cobertura externa por material resistente ao fogo; implantar instalações elétricas adequadas; adotar medidas de prevenção a incêndios; e assegurar ventilação adequada no local da guarda de munições.

O MPT também pede que o Estado seja obrigado, em caráter imediato, a fornecer mobiliário com requisitos mínimos de conforto; oferecer instalações sanitárias com a devida higienização; oferecer local apropriado para vestiário; oferecer armários individuais em quantidade suficiente; oferecer local adequado para refeições; fornecer água potável em bebedouros de jato inclinado ? na proporção de um bebedouro para cada 50 empregados e fornecer EPIs adequados.

Dentre os pedidos, ainda estão a obrigação de implantar o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT); a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Em caso de descumprimento de cada uma das obrigações citadas, o MPT requer que o Estado de Alagoas pague multa de R$ 200 mil. Em caráter definitivo, o Ministério Público do Trabalho pede que o Estado seja condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos causados aos trabalhadores. Se pagos, os valores serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a instituição sem fins lucrativos indicada pelo MPT.

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