Twitter responde a acusações de não combater fake news no Brasil

Empresa explicou que está acompanhando as discussões envolvendo sua atuação no combate à desinformação

Após uma série de acusações, a versão nacional do Twitter finalmente se posicionou sobre a hashtag "#TwitterApoiaFakeNews", que esteve em alta nos últimos dias na rede social e até rendeu movimentações do Ministério Público.

Em uma thread, a empresa explicou que está acompanhando as discussões envolvendo sua atuação no combate à desinformação e que seus processos serão revisados internamente. A rede social, no entanto, reforçou algumas medidas adotadas desde o início da pandemia.

Segundo o Twitter, "desde março de 2020, o Twitter tem uma política para tratar informações enganosas sobre covid-19, que não prevê a atuação em todo conteúdo inverídico ou questionável sobre a pandemia, mas em tweets que possam expor as pessoas a mais riscos de contrair ou transmitir a doença".

Segundo o comunicado, a rede tem o objetivo de "não arbitrar a verdade e dar às pessoas que usam o serviço o poder de expor, contrapor e discutir perspectivas".

A empresa também lamentou os ataques diretos a profissionais da companhia: "ninguém no Twitter é responsável, sozinho, por nossas decisões, e é lamentável ver pessoas que trabalham na empresa sofrerem cobranças dirigidas como se respondessem pelas medidas isoladamente".

Entenda as acusações

Os usuários que levantaram a hashtag "#TwitterApoiaFakeNews” chamam a atenção em relação à ausência de um recurso contra a propagação de desinformação na versão brasileira da rede. A funcionalidade que denuncia posts com informações falsas já é utilizada nos Estados Unidos, na Austrália e na Coreia do Sul desde agosto do ano passado.

Durante o lançamento do recurso, a empresa afirmou que, dependendo do resultado nos três países, a ferramenta poderia ser liberada em todo o mundo. Até o momento, porém, não foram divulgadas mais novidades envolvendo a chegada do recurso em outras regiões.