Renan diz não haver 'predisposição' para Congresso cancelar recesso

Para o presidente do Senado, só haverá trabalho no recesso se STF mandar. Governistas querem atividades para acelerar processo de impeachment

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (17) que não existe "predisposição" para convocação do Congresso em meio ao recesso parlamentar, com início previsto para a próxima quarta-feira (23). Renan também disse que as atividades do Congresso só devem ser convocadas em meio ao recesso se houver determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Deputados governistas defendem o cancelamento do recesso parlamentar para acelerar o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Parlamentares da oposição, no entanto, querem a manutenção do recesso porque entendem que a suspensão pode diminuir a pressão popular ao longo do processo de impedimento da presidente.
"Nós vamos fazer o recesso, a não ser que o Supremo decida que o Congresso vai continuar trabalhando em janeiro, no recesso. Se houver essa necessidade, nós vamos combinar com os líderes e convocar o Congresso durante o recesso. Mas não há essa predisposição. A não ser como consequência de uma decisão judicial", declarou Renan.
O presidente do Senado também avaliou que 2015 é um ano que "não começou, nem terminou".
"O Brasil vive uma crise profunda, o Congresso fez o que era possível fazer, votamos o ajuste. Qualificamos, mas votamos o ajuste. Advertimos que o ajuste não seria suficiente, mas fizemos a nossa parte. Espero que com isso a gente tenha contribuído para que tenhamos um 2016 melhor. O ano de 2016 tem que ser o ano da virada, pra acabar com esse pessimismo que toma conta do Brasil", considerou o peemedebista.