Eleita senadora, Damares vira talismã de Bolsonaro para 2º turno

Próxima da família, ela já participa das agendas de Bolsonaro com lideranças evangélicas e ajuda na estratégia para fortalecê-lo no Nordeste

A senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares Alves (Republicanos), virou uma espécie de talismã para o presidente Jair Bolsonaro (PL). Damares foi chamada ao Palácio da Alvorada no dia seguinte à eleição, na segunda-feira (3/10), para discutir estratégias de campanha. Nesta terça-feira (4/10), a ex-ministra embarcou para São Paulo, onde vai encontrar Bolsonaro e Michelle Bolsonaro na Assembleia de Deus, no Brás. Ela foi acompanhada da vice-governadora eleita do DF, Celina Leão (PP), e de Manoel Ferreira, bispo da Assembleia.

A ex-ministra e agora senadora eleita é apoiadora de primeira hora de Bolsonaro. Após a vitória nas urnas, Damares se empenha para fortalecer a participação das lideranças religiosas no 2º turno e pretende ajudar a reforçar atuação de Bolsonaro no Nordeste.

Vitória nas urnas com apoio do casal Bolsonaro

A candidata Damares Alves (Republicanos) foi eleita senadora da República pelo estado do Distrito Federal nas eleições 2022. De acordo com dados de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,82% das urnas apuradas, Damares obteve 44,98% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Flávia Arruda (PL), que recebeu 27,02%. O pleito no Distrito Federal em 2022 teve 12 nomes disputando o cargo de senador da República.

Durante a campanha, Damares e Flávia Arruda, que foi ministra-chefe da Secretaria do Governo do presidente, disputaram o apoio de Bolsonaro.

A 1ª dama Michelle Bolsonaro decidiu apoiar a pastora. Apesar disso, Flávia era o nome do Partido Liberal, sigla de Bolsonaro, para o Senado.

Sobre a virada nas pesquisas eleitorais, a ex-ministra disse que o brasiliense se cansou da velha política e não quer mais corrupção. "O povo não quer uma campanha de ataques, o povo quer discussão de ideias", disse.

Em entrevista, Damares disse que vem recebendo ameaças de morte nas redes sociais e que a Polícia Civil está investigando. "Foram ameaças de morte, mas já está tudo sob investigação. Essas pessoas vão ter que pegar uma senha, entrar na fila porque essas ameaças já vem há 20 anos. Está difícil me matar", afirmou.