Corregedoria da PM apura confusão entre militares no Pontal da Barra

Caso também já é acompanhado pelo Conseg, MPAL e pelo Conselho de Direitos Humanos

A Polícia Militar de Alagoas informou que abriu procedimento, na Corregedoria, para investigar o episódio envolvendo, supostamente, dois policiais da corporação, ocorrido no Pontal da Barra, em Maceió. Um vídeo que está sendo amplamente compartilhado nas redes sociais mostra a confusão no instante em que um homem apontado como sargento da PM dá voz de prisão a um soldado.

Por meio de nota, a PMAL informou que “diante do vídeo que vem circulando nas redes sociais, mostrando uma ocorrência envolvendo militares da instituição, já está tomando as medidas cabíveis para identificar, ouvir os envolvidos e apurar o fato junto à sua Corregedoria-Geral”.

As imagens mostram o instante em que o suposto sargento aponta uma arma e anuncia a prisão de um colega de farda. Os vizinhos relatam que o soldado é acostumado a ameaçar a comunidade com tiros disparados ao alto.

No dia da confusão, os moradores disseram que disparos foram efetuados e atingiram uma casa em frente à residência do militar. Os donos acusam o próprio soldado da ação.

Além da Corregedoria da PM, o caso está sendo acompanhado pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos, pelo Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e pelo Ministério Público Estadual (MPAL).

A Gazetaweb manteve contato com o advogado Napoleão Lima Júnior, que atua na defesa do soldado envolvido no episódio. Segundo ele, o militar tem o prenome ‘Marcos’.

Napoleão informa que vai representar civil, penal e administrativamente o sargento por ter, nitidamente, segundo ele, se excedido na abordagem. "Ele atirou no soldado Marcos, que não esboçou nenhuma reação, tendo, inclusive, algemado o Sd Marcos, contrariando o disposto na súmula nº 11, do STF, cometendo, assim, latente abuso de autoridade. Com relação aos demais que aparecem nas imagens chutando e subtraindo a arma do Sd Marcos, da mesma forma, serão processados por suas condutas", destacou.

Confira a nota encaminhada pelo advogado:

“A única coisa que há de informação é que o SGT, identificado como Rubens, em ação desastrosa, efetua disparo de arma de fogo em direção ao Sd Marcos e o algema até a chegada da Polícia Militar.

Um outro indivíduo, ao que tudo indica, sobrinho do SGT Rubens, desfere um chute na região do abdômen do Sd Marcos, enquanto um outro subtrai sua arma de fogo.

Todos os fatos foram filmados por populares e encontram-se à disposição da justiça.

Sobre o suposto disparo na residência da irmã do SGT Rubens, não houve ainda informação por parte do PM se efetivamente disparou ou não é se disparou qual teria sido o motivo”.