Espelho Branco II: PF prende na Jatiúca investigado em esquema criminoso

Investigações desenvolvidas na segunda fase da operação apontaram indícios de atuação da organização criminosa no Ceará

A Polícia Federal confirmou que prendeu uma pessoa, no bairro da Jatiúca, em Maceió, durante a operação policial Espelho Branco 2 para desmantelar esquema criminoso de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e outros crimes, envolvendo liderança de facção criminosa com movimentação ilícita milionária no Ceará. O cumprimento dos mandados ocorreu na manhã desta sexta-feira (12).

Policiais federais foram escalados para cumprir nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária e mandados de sequestro de bens e valores expedidos pela Justiça Federal, em domicílios investigados em Maceió (AL), Fortaleza (CE), Eusébio (CE), Aquiraz (CE), Itarema (CE), Santa Quitéria (CE) e São Paulo (SP).

As buscas tiveram objetivo de apreender documentos e mídias para instrução de Inquérito Policial para individualização da atuação dos suspeitos, participação de terceiros e interpostas pessoas (laranjas), bem como levantamento integral e apreensão de valores e patrimônio ilícito movimentado, decorrente de lucros de crimes anteriores.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro do ano passado, com a prisão de liderança da facção criminosa e cumprimento de mandados de busca em 3 mansões em condomínios de luxo em Eusébio/CE e Fortaleza/CE, uma delas adquirida pelo suspeito por R$ 3,6 milhões de reais em 2021.

Segundo a PF, as investigações desenvolvidas na segunda fase da operação apontaram indícios de atuação da organização criminosa no Ceará para dissimulação da propriedade de bens e para movimentação de recursos ilícitos, bem como integração no mercado formal de recursos oriundos do tráfico de drogas e outros crimes antecedentes.

"Identificou-se teia criminosa com atuação dos investigados para ocultar origem ilícita de recursos através de transações comerciais com valores expressivos, entrelaçamento e confusão nos negócios; uso de documentos falsos e interpostas pessoas; reuniões de criminosos em hotéis e condomínios de luxo e investimentos em empresas com atos dos suspeitos que ostentavam riqueza de forma incompatível com qualquer atividade lícita", informa a PF.

De acordo com informações da assessoria da PF, os investigados, a partir da individualização da sua conduta e da colheita de indícios e provas na operação policial, poderão responder pelo cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas inscritos nos artigos 1º da Lei nº 9.613/98, 2º da lei 12850/13 e 33, 35 e 40 da lei 11343/06, com penas de até 40 anos de prisão. "Foi determinado judicialmente o bloqueio de valores nas contas dos suspeitos, sequestro de imóveis de luxo em valores superiores a 5 milhões de reais e veículos em valores superiores a 2 milhões de reais", destaca a PF.

*Com Assessoria