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"Alívio sair de lá", diz alagoana resgatada de trabalho análogo à escravidão no ES

O caso começou a ser investigado após Wagna gravar um vídeo denunciando a situação


				
					"Alívio sair de lá", diz alagoana resgatada de trabalho análogo à escravidão no ES
Cozinheira fez apelo nas redes sociais para ser resgatada.. Reprodução

A cozinheira alagoana Wagna da Silva, de 43 anos, afirma estar aliviada por ser resgatada, com mais 11 trabalhadores, de uma fazenda no Espírito Santo. Ela e o grupo de alagoanos de Penedo denunciaram que estavam sendo submetidos à situação análoga à escravidão. O resgate ocorreu nesta terça-feira (14).

O caso começou a ser investigado após Wagna gravar um vídeo denunciando a situação. Ela afirma que foram levados à fazenda para colher café, mas, quando chegaram ao local, não encontraram o que esperaram.

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					"Alívio sair de lá", diz alagoana resgatada de trabalho análogo à escravidão no ES
Trabalhadores foram resgatados de situação análoga à escravidão.. Divulgação MTE/AL

Segundo Wagna, ela e os outros trabalhadores foram para a fazenda há 14 dias para trabalhar, ela na cozinha e os homens na colheita de café. Segundo ela, o acordo era que o proprietário mandasse o transporte e eles pagariam em duas vezes a quantia de R$ 6 mil com o trabalho. Mas, quando chegaram na fazenda, forma informados de que o valor era de R$ 8 mil.

“Não tinha café para colher então ficamos sem ter dinheiro. Quando os dias foram passando, a situação ficou desesperadora. E foi por isso que decidi fazer o vídeo com a denúncia. Eu não aguentava ver a situação das pessoas, incluindo familiares meus”, desabafou a cozinheira, à Gazeta.

Ela disse ainda à Gazeta que a dívida nesta terça-feira estava em R$ 10.395 para cada um e que o proprietário falou queria receber o dinheiro, não importando se havia trabalho para eles na localidade.

"Ele disse que queria receber nem que colhessem café verde. E quando um dos meninos quis ir emboara, ele disse que se fosse iria chamar a polícia para que pagássemos o que estávamos devendo. O único dinheiro pago foi R$ 150 na última sexta-feira, que foi para comprar comida", relatou a alagoana.

Após a divulgação do vídeo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) começou a investigar o caso.

"Foi um alívio sair de lá. A gente está muito feliz por sair da fazenda. Eu e todos aqui só queremos chegar em casa", disse.

O resgate foi executado pela Polícia Militar do Espírito Santo e os trabalhadores estão recebendo assistência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao sair da fazenda, eles foram levados para comer e serão levados para uma delegacia para prestar depoimentos.

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