Maiores assassinatos em massa nos EUA em 2019 deixaram 55 mortos

Em uma semana, 32 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em ataques com armas no Texas, em Ohio e na Califórnia. Relembre os principais casos

Os Estados Unidos tiveram em uma semana três assassinatos em massa. Os dois últimos ocorreram num intervalo de aproximadamente 12 horas e deixaram 29 mortos. Apenas os seis maiores ataques desse tipo este ano, que repercutiram no Brasil e são lembrados abaixo pelo G1, deixaram 55 mortos.
Em El Paso, cidade texana na fronteira dos Estados Unidos com o México, foram 20 mortos neste sábado (3) em um centro comercial ? entre, eles, estavam seis mexicanos.
Em Dayton, no estado de Ohio, o ataque a tiros na madrugada de domingo (4) numa região de bares no centro da cidade deixou 9 mortos.
A legislação norte-americana considera assassinato em massa ("mass killing") quando ao menos três pessoas ? fora o assassino ? são mortas num mesmo incidente. Isso vale tanto para os assassinatos ocorridos neste fim de semana como, por exemplo, para um ataque dentro de uma única casa com o objetivo de matar pessoas específicas.
Para o levantamento feito pelo G1, foram considerados somente os tiroteios ocorridos em locais ou eventos de acesso público onde os tiros foram disparados de forma aparentemente aleatória, sem conexão com outros crimes, como seria o caso de uma chacina relacionada ao tráfico de drogas ou a um assalto.
Os seis maiores ataques de 2019
Dayton, Ohio, 4 de agosto ? 9 mortos
El Paso, Texas, 3 de agosto ? 20 mortos
Gilroy, Califórnia, 28 de julho ? 3 mortos
Virginia Beach, Virgínia, 31 de maio ? 12 mortos
Aurora, subúrbio de Chicago, 15 de fevereiro ? 6 mortos
Sebring, Flórida, 23 de janeiro - 5 mortos
Outros ataques
De acordo com o jornal norte-americano "The New York Times", o ataque em Dayton na madrugada deste domingo foi o 32º assassinato em massa com uso de arma no país neste ano.
Entre os casos com repercussão nos Estados Unidos apontados pela publicação e desconsiderados no levantamento feito pelo G1, está o assassinato de cinco integrantes nação Yakama. Eles foram baleados numa comunidade remota da reserva indígena Yakama, no estado de Washington. Os assassinatos são parte de uma onda de crimes na reserva. Quatro pessoas foram presas por este ataque.
Em outro caso, do mês de julho, foram achados dentro de um apartamento residencial no Condado de St. Louis, no estado do Missouri, os corpos de cinco homens com idade entre 37 e 65 anos que foram mortos a tiros. A polícia relacionou o caso com o tráfico de drogas.
Controle de armas nos EUA
A discussão sobre o controle de armas ganha força cada vez que um novo ataque em massa à mão armada ocorre nos Estados Unidos, país com legislação flexível para compra de armas e munições.
Em março de 2018, milhares de norte-americanos foram às ruas protestar em defesa do endurecimento do controle de armas no país. Os atos ocorreram após a tragédia que matou 17 pessoas em uma escola em Parkland, na Flórida. O atirador era um ex-aluno de 19 anos que tinha um rifle AR-15.
Um ano após o massacre, 26 estados nos EUA tinham aprovado 67 leis sobre controle de armas. O governo de Donald Trump proibiu, em dezembro, a venda de acessórios que permitem que uma arma semiautomática dispare centenas de cartuchos por minuto.
Na manhã deste domingo, o presidente Donald Trump lamentou as mortes e elogiou a atuação da polícia nos dois casos. "Deus abençoe o povo de El Paso, Texas. Deus abençoe o povo de Dayton, Ohio", escreveu em uma rede social.
O presidente Jair Bolsonaro disse que não se evita ataques a tiros como os dois ocorridos neste final de semana nos Estados Unidos "desarmando o povo".

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