Israel faz operação em Rafah e liberta dois reféns argentinos

Segundo os militares israelenses, reféns libertados são dois homens de 60 e 70 anos de idade. Autoridades de Gaza acusaram Israel de matar dezenas na operação

As Forças de Defesa de Israel fizeram uma operação na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e libertaram dois reféns argentinos. A ação foi conduzida durante a madrugada de segunda-feira (12), pelo horário local — noite de domingo (11), no Brasil.

Segundo os militares, os reféns são dois homens de 60 e 70 anos de idade. Ambos foram sequestrados pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista lançou um ataque contra Israel.

"Ambos estão em boas condições médicas e foram transferidos para a realização de exames no hospital Sheba Tel Hashomer [em Israel]", informaram as forças israelenses.

Em um comunicado, a Presidência da Argentina informou que os reféns libertados foram identificados como Fernando Simon Marman e Louis Har. O governo argentino também agradeceu a Israel pela operação.

"Durante a sua visita ao Estado de Israel, o presidente Javier Milei reiterou ao presidente Isaac Herzog e ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu o pedido de libertação de cada um dos reféns argentinos e continua a manter firmemente a sua condenação do terrorismo do Hamas", diz o comunicado.

Israel afirmou que 134 reféns continuam sob poder do Hamas.

Já as autoridades locais de Gaza acusaram Israel de atacar um campo de refugiados, deixando mortos, segundo a agência Reuters. As informações não puderam ser confirmadas de forma independente.

Testemunhas ouvidas pela Reuters afirmaram que aviões, tanques e navios fizeram parte da operação e atingiram duas mesquitas e residências.

Na sexta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que o Exército preparasse um plano de retirada da população civil de Rafah.

A cidade, que fica na fronteira entre Gaza e o Egito, é considerada o último refúgio de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Netanyahu anunciou que pretende ocupar toda a cidade temporariamente e que, por isso, pediu o plano aos militares. Segundo o premiê israelense, Rafah é o último bastião do Hamas e, portanto, o último front de batalha.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu para que Netanyahu não atacasse Rafah sem um plano para a proteção de civis.

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