Homem é preso por tentar decapitar pessoa no meio da rua
Suspeito foi detido e a vítima internada em estado grave; autoridades e políticos pedem calma e que se deixe a justiça atuar

Um homem tentou decapitar outro em plena rua em Belfast, na Irlanda do Norte, esta segunda-feira à noite. O incidente tem suscitado as mais diversas reações pela extrema violência do ataque, com vários responsáveis políticos a apelar nas últimas horas à calma, por forma a evitar uma escalada de violência.
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O episódio aconteceu pelas 22h30 desta segunda-feira na avenida Kinnaird. Um homem é visto sentado sobre o peito de outro, de rosto e pescoço ensanguentado.
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Segundo o Belfast Telegraph, o suspeito terá esfaqueado a vitima várias vezes na cabeça e no pescoço. "Está a tentar cortar-lhe a cabeça", pode ouvir-se um dos transeuntes que testemunharam o ataque gritar. O momento de terror foi interrompido por três "corajosos" desconhecidos que fizeram frente ao agressor e conseguiram detê-lo até à chegada das autoridades.
"Um homem foi detido e está sob custódia policial enquanto um segundo homem foi transportado para o hospital com ferimentos graves", informou a polícia. As identidades do suspeito e da vítima não foram por enquanto reveladas.


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Imagens chocantes do momento - que o Notícias ao Minuto optou por não reproduzir devido à sua natureza violenta - estão a ser amplamente difundidas nas redes sociais e várias vozes, desde autoridades a personalidades políticas, estão a apelar para que se mantenha a calma, não se tomem conclusões precipitadas e, acima de tudo, que se respeite a família da vítima.
Ataque "depravado" e violência "bárbara"
Após o incidente, vários responsáveis políticos irlandeses vieram condenar o sucedido.
Nuala McAllister, do partido Aliança e Membro da Assembleia Legislativa da Irlanda do Norte, condenou aquilo que diz ser um ataque "depravado" e imagens de "uma violência bárbara como nunca antes vira".
"Esta brutalidade extrema não tem lugar na nossa sociedade", disse, defendendo que "o foco deve estar em garantir justiça para que os responsáveis cumpram a lei".
Já Gavin Robinson, membro do Parlamento do Reino Unido, definiu o momento como "uma mutilação medieval, bárbara e sistemática de um indivíduo", cita a Irish News.
O vereador do SDLP [Partido Social-Democrata e Trabalhista] Carl Whyte, pediu aos utilizadores das redes sociais que não partilhassem imagens do incidente, sobretudo por respeito à família, e apelou à calma para "deixar que a justiça siga o seu curso".
"Este foi um ato terrível de extrema violência. A vítima deste ataque passou por uma provação aterrorizante e todos os nossos pensamentos estão com ele e com a sua família, e rezamos pela sua recuperação total", disse.
O mesmo responsável apelou às pessoas para não verem as imagens e não partilharem as mesmas, uma vez que estas instam ao "medo, raiva e choque" e apelou também para que as "pessoas não se deixem envolver por elementos de extrema-direita que irão aproveitar-se deste incidente para tentar semear a divisão. É importante que as pessoas mantenham a calma".
Caso Henry Nowak
Este repto surge também na senda do caso da morte de Henry Nowak, que tem causado consternação generalizada no Reino Unido, e tem sido usado por vários partidos europeus de extrema-direita para propagar uma retórica populista sobre questões raciais e de imigração.
Henry Nowak, de 18 anos, morreu depois de ter sido esfaqueado em dezembro de 2025, em Southampton, no Reino Unido. Enquanto agonizava de dor devido aos ferimentos, foi algemado pelas autoridades, que acreditavam que o jovem era suspeito de um crime de ódio.
O jovem foi abordado por Vickrum Digwa, de 23 anos, que o esfaqueou cinco vezes na perna e no peito com uma "faca religiosa".
Digwa acusou Henry de o agredir devido à sua etnia, tendo afirmado que o jovem de 18 anos lhe tinha tirado o turbante da cabeça e que agira em legítima defesa.
Tendo em conta as acusações do homem, a polícia algemou Henry, apercebendo-se depois de que o jovem de 18 anos estava ferido e a sangrar. Henry acabou por morrer devido aos ferimentos sofridos.
Vickrum Digwa foi condenado, na segunda-feira, a prisão perpétua, depois de a acusação ter conseguido provar que a alegação de racismo por parte de Nowak era uma "mentira perversa".
A família de Henry Nowak tem apelado para que o seu homicídio não seja usado para fins políticos.
