Elon Musk volta atrás e aceita comprar Twitter por US$ 44 bilhões

Em julho, a empresa processou o fundador da Tesla por violar a negociação e pediu que o acordo fosse concluído

A batalha judicial entre o bilionário Elon Musk e o Twitter pela compra da rede social ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (4/10). Segundo os veículos Bloomberg e Washington Post, o fundador da Tesla voltou atrás e aceitou comprar o Twitter pela proposta negociada inicialmente, de US$ 54,20 por ação — o equivalente a US$ 44 bilhões.

Segundo fontes dos portais, a proposta teria sido feita por Musk à empresa mediante carta. O empresário e o Twitter ainda não se pronunciaram.

A empresa processou o bilionário em julho, por violação do acordo de US$ 44 bilhões para a compra da rede social. A plataforma pediu para que um tribunal do estado de Delaware, nos Estados Unidos, obrigue o bilionário a concluir o acordo.

No mesmo mês, Musk havia anunciado a rescisão do acordo para comprar o Twitter. Ele alegou que a empresa não forneceu informações sobre fake news e sobre os perfis da rede social.

Entenda o caso

Em abril, o homem mais rico do mundo e a empresa haviam firmado um acordo com o conselho de administração do Twitter para comprar a rede social por US$ 44 bilhões. Antes de realizar a compra, o empresário chegou a adquirir 9% das ações da rede social.

Nas últimas semanas, porém, Musk ameaçou suspender a compra a menos que a empresa mostrasse provas de que contas de spam e bots representavam menos de 5% dos usuários que veem publicidade no serviço do microblog.

A plataforma alegou que os perfis fakes representam menos de 5% de sua base de 229 milhões de usuários. Segundo o empresário, uma análise parcial feita por ele a partir de dados fornecidos pela empresa mostram que o número é maior.

Ao anunciar a desistência de sua parte em cumprir o acordo de compra, ele argumentou que o Twitter violou os seus termos ao não responder a pedidos de informações sobre o tema.

O Twitter, no entanto, afirmou que não violou as obrigações previstas no acordo e informou que no mesmo dia da desistência de Musk, em 8 de julho, já havia anunciado que entraria na justiça para manter o negócio.

Nas redes sociais, o bilionário chegou a zombar da empresa por uma possível batalha judicial. Ele publicou uma imagem com quatro frases e fotos dele ao lado de cada afirmação, dando risada.