Damares comenta caso de criança morta pela mãe em AL e diz que Estado falhou

Criança ainda teve os olhos e a língua arrancados pela acusada. Familiares informaram à polícia que a mulher tem problemas psiquiátricos

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que o Estado falhou com a menina de 5 anos, morta pela própria mãe, na cidade de Maravilha. A criança ainda teve os olhos e a língua arrancados pela acusada. Familiares informaram à polícia que a mulher tem problemas psiquiátricos.

Nas redes sociais, Damares escreveu que antes do crime, houve negligência. "Neste caso, nos parece, que ninguém interrompeu o caminho e ninguém viu ou ouviu os sinais e os pedidos de socorro emitidos pela criança. É fato que muitas vezes as crianças nos pedem socorro por dias, meses e até anos".

A ministra informou que uma equipe entrará em contato com a delegacia Regional de Santana do Ipanema para buscar mais informações. "Só quero que a máquina e a política pública funcione de fato e estou trabalhando para isto. Eu não cheguei antes! O Poder Público não chegou antes da morte! A sociedade não chegou antes! A religião não chegou antes! Perdão bebê, eu não cheguei primeiro!", escreveu Damares.

O caso

O crime aconteceu no domingo (24) no Povoado São Cristóvão, em Maravilha, no Sertão alagoano e foi divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (25). O delegado Regional de Santana do Ipanema, Hugo Leonardo, informou que familiares encontraram a menina e a mãe dentro do banheiro. Uma tesoura, que teria sido utilizada para arrancar os olhos e corta a língua da criança, foi encontrada ao lado da mulher.

Ainda segundo o delegado, a mulher estava transtornada e foi levada a um hospital, onde foi medicada. Os familiares da acusada afirmaram que ela é portadora de distúrbios psicológicos.

O Ministério Público Estadual (MPE) solicitou que a mulher acusada de matar e arrancar os olhos e a língua da própria filha, de 5 anos, seja internada no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Alagoas. De acordo com o promotor de Justiça, Kleytione Pereira, também foram requeridos exames para verificar se, de fato, a acusada é portadora de problemas psiquiátricos.

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