TJ nega liberdade a acusado na morte do empresário Guilherme Brandão

Dono do Maikai foi morto em fevereiro de 2014; então gerente de casa de shows, Marcelo Carnaúba segue recluso no Baldomero Cavalcanti

O presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador João Luiz Azevedo Lessa, negou liberdade a Marcelo do Santos Carnaúba, que responde pelo assassinato do empresário Guilherme Paes Brandão, crime ocorrido em fevereiro do ano passado, na casa de shows Maikai, da qual era dono. 
O acusado está preso há quase dois anos no Baldomero Cavalcanti, desde que confessou o crime e se apresentou espontaneamente à polícia. 
De acordo com os argumentos da defesa, Marcelo Carnaúba é réu primário, casado, tem filhos menores de idade e boa conduta carcerária, que seriam requisitos para a liberdade provisória ou outras medidas cautelares alternativas.  
Mas, segundo a decisão do TJ, tomada durante o plantão judiciário, o pedido de liberdade não trouxe nada que comprovasse, com segurança, que a prisão cautelar deveria ser relaxada. "Não há qualquer documento que demonstre condições subjetivas favoráveis ao paciente (Marcelo dos Santos Carnaúba), tampouco seu comportamento carcerário exemplar", justificou o relator do processo. 
O desembargador também requisitou informações consideradas importantes ao julgamento do caso e ao juiz da 9ª Vara Criminal da Capital - Tribunal do Júri, onde tramita o processo, num prazo de 72 horas. 
O crime
Guilherme Brandão foi morto com um tiro na nuca. Segundo a polícia, o então gerente do Maikai ainda chegou a simular um latrocínio (roubo seguido de morte), tendo escondido a arma do crime na caixa de energia da casa noturna, depois de o empresário dar férias compulsórias ao funcionário, devido à suspeita de que Marcelo estaria a desviar dinheiro do estabelecimento.