CASO GIOVANNA TENÓRIO: quinze anos depois, novo júri depende de decisão do STF
Mariane Rodrigues
15 anos sem uma resposta definitiva
Giovanna Tenório tinha 29 anos quando desapareceu, em 2 de junho de 2011, em Maceió. Seu corpo foi encontrado em um canavial de Rio Largo.
Crime brutal
A perícia concluiu que Giovanna foi estrangulada com um fitilho de nylon, teve mãos e pés amarrados e foi levada para o local onde o corpo foi abandonado.
Comoção
O caso Giovanna Tenório é um dos mais embláticos em Alagoas, gerando comoção em todo o Estado, à época do crime.
Sepultamento
Giovanna ficou desaparecida por quatro dias. Ela sumiu depois de sair da faculdade para se encontrar com um amigo. O encontro nunca aconteceu.
Caminhoneiro foi condenado
Luiz Alberto Bernardino da Silva, apontado como executor, foi condenado em 2017 a 29 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto.
Acusada de mandar matar foi absolvida
Mirella Granconato Ricciardi foi apontada pela polícia e pelo MP como mandante, por ciúmes do relacionamento entre Giovanna e seu companheiro. No júri, ela acabou absolvida pelo homicídio.
Júri foi anulado
A absolvição provocou recurso do Ministério Público. Em 2018, a Justiça anulou o julgamento e determinou que Mirella fosse novamente submetida ao Tribunal do Júri.
Caso chegou ao STF
A defesa recorreu ao TJAL, STJ e STF, questionando a possibilidade de anular a decisão dos jurados com base na soberania dos veredictos.
Processo ainda não terminou
Quinze anos após o crime, o caso continua sem desfecho definitivo. O TJAL aguarda uma decisão do STF sobre embargos para saber se haverá novo júri ou se a absolvição será restabelecida.