Setor de eventos foi surpreendido com restrição de público no Réveillon em AL

Empresários dizem que não concordaram com decisão, ao contrário do que afirma o governo

Empresários do setor de eventos receberam com surpresa a declaração do secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, de que as festas de fim de ano serão limitadas a 300 pessoas, quantidade já prevista no decreto de distanciamento social controlado do governo em vigor. 
Segundo empresários, o setor estava em diálogo com o governo fazia meses e todas as reuniões traziam uma perspectiva positiva para a realização das festas, especialmente após o período de eleições, quando o que mais se viu foram aglomerações. 
Aderbal Arecippo, promoter do Réveillon Santé, que ocorreria na Praia do Francês, disse que seu evento foi suspenso após a fala do secretário. "Temos que seguir as regras do jogo, apesar de não concordar", disse. Perguntado sobre a fala do secretário de que a medida foi tomada com anuência do setor, disse ter tomado conhecimento da decisão por meio da imprensa.
Promoter do tradicional Celebration, Sérgio Feitosa também confirmou que o evento será suspenso. "Esse quantitativo de público deveria ser baseado em protocolos já existentes em outros estados", afirma. Alguns eventos de grande escala estão ocorrendo pelo país com normas de distanciamento rígidas. Em compensação do maior custo com segurança sanitária, os empresários ganham o direito de aumentar a capacidade dos eventos.
Mais cedo, os organizadores do Réveillon dos Milagres, que acontece em São Miguel dos Milagres, também já havia anunciado o cancelamento do evento por meio de nota. 
Segundo a assessoria da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH/AL), vários hotéis no litoral do estado já estavam com 100% de lotação no período de festas (Natal e Ano Novo). Alguns empresários ouvidos temem que a fala do secretário incorra numa série de cancelamentos de passagens e estadias.