Deyverson e Zé Roberto se emocionam em reencontro após título da Libertadores

Emocionado, o herói do título palmeirense Deyverson foi pego de surpresa com a participação inesperada do colega de elenco em 2017

Deyverson teve um início de tarde emocionante nesta quinta-feira após ser o herói do tricampeonato do Palmeiras na Libertadores. O jogador foi recebido no podcast Flow Sport Club e contou com uma presença inesperada. Companheiro de elenco em 2017, Zé Roberto apareceu durante a conversa e relembrou os tempos difíceis do atacante no clube.

Emocionado, o ex-lateral fez questão de falar sobre a chegada de Deyverson ao Alviverde. Antes de vir, o camisa 9 jogava pelo Alavés, da Espanha, e foi contratado pelo Palmeiras após pedido de Cuca.

“A gente teve uma carreira que transcendeu títulos, fama e dinheiro. O dinheiro, um dia acaba. A fama vai passar e os títulos ficam na prateleira. Mas, uma coisa que eu carrego comigo e que, para mim, é o mais precioso é o legado”, disse o ex-jogador.

Após pendurar as chuteiras, Zé Roberto foi assessor técnico do Palmeiras entre 2018 e 2019. Nesse período, o ex-jogador teve papel fundamental na carreira do atacante. Ele contou que, nos bastidores, o atleta era “rejeitado e desconhecido".

Como mentor, o ex-lateral tinha o dever de aconselhar os jogadores e dar auxílio aos que precisavam. Um certo dia, pediram para chamar Deyverson e fazê-lo desistir de deixar o Palmeiras. Em primeiro plano, Zé Roberto contatou os familiares do atleta e entendeu que ele precisava de atenção.

“Ele passou uma fase dentro do clube que só derramou lágrimas. É difícil você ser um jogador e não poder se manifestar depois de receber críticas. O manifesto era dentro do quarto, chorando”, disse Zé.

“Não quero te homenagear, mas quero trazer à sua memória a esperança que te trouxe aqui até hoje. Eu estou muito feliz e orgulhoso de você”, acrescentou, abraçando o atacante.

Depois da revelação extracampo, Deyverson apenas agradeceu pelo auxílio de Zé Roberto e falou sobre seu próprio processo de amadurecimento ao longo dos últimos anos.

“Eu não entendia o Zé Roberto me chamando, ele era outro patamar. Quando falava para jogarmos futebol de mesa, eu não entendia o porquê. Ele tem um carinho e respeito de todos. E tem um amor pelo menino que é tido como ‘menino maluquinho’, mas hoje em dia é um cara que se tornou um homem. Só gratidão", finalizou.