Após fracasso na Copa do Brasil, Inter se reúne para definir futuro de Medina e dirigentes

Conselho de Gestão tem encontro marcado nesta sexta-feira no estádio Beira-Rio. Alterações podem ser confirmadas ao longo do dia

A eliminação na primeira fase da Copa do Brasil, na derrota por 2 a 0 para o Globo-RN, terá reflexos imediatos no Internacional. O presidente Alessandro Barcellos resumiu o resultado a um "vexame", que deve trazer repercussões severas ao ambiente.

Tão logo a delegação colorada desembarque em Porto Alegre na manhã desta sexta, o Conselho de Gestão se reunirá para deliberar sobre o futuro da comissão técnica e do departamento de futebol.

O treinador Alexander Medina, o diretor-executivo Paulo Bracks e o vice de futebol Emilio Papaléo Zin podem ser desligados, segundo apurou o ge com fontes do bastidor do clube.

O início instável em 2022, com apenas três vitórias em nove jogos, acendeu o sinal de alerta e fará com que o presidente tome medidas fortes para correção de rumo.

O insucesso no Rio Grande do Norte foi um "baque" no planejamento, nas palavras de Barcellos. O objetivo traçado no início do ano previa chegar pelo menos até as quartas de final do mata-mata nacional.

- São vários aspectos, e eles precisam ser mudados. Isso envolve uma imersão forte da direção, junto com o corpo técnico, aqueles que trabalham no departamento de futebol, para não errar. E não errar significa avaliar corretamente e tomar medidas corretas para que isso seja mudado de rumo e nosso planejamento seja alterado - disse o mandatário colorado após a queda em Ceará-Mirim.

"Nosso planejamento sofreu um baque nesse momento. A gente precisa entendê-lo e mudá-lo no sentido daquilo que é nossa pretensão e que nos deixa indignados com essa eliminação precoce, que não é do feitio do Internacional. Inadmissível que o Internacional, com o plantel que tem, com a qualidade que tem, venha aqui e perca o jogo por 2 a 0", disse Alessandro Barcellos, presidente do Inter

Problemas na defesa e no ataque

A atuação em Ceará-Mirim, uma das piores da história recente, trouxe à tona uma série de problemas que o Inter enfrenta desde o primeiro jogo de 2022: ausência de repertório ofensivo, dificuldades defensivas, individualidades sem brilho e incapacidade de reagir num cenário adverso.

- Uma derrota dura. Obviamente nada do que esperávamos, nem a comissão técnica, nem jogadores. Foi uma derrota que golpeia muito. A verdade é que não estava nos planos. Assumir a responsabilidade que nos toca - resumiu o técnico Alexander Medina.

A repercussão da eliminação não foi mais forte no nordeste brasileiro porque a delegação ainda enfrentaria uma longa viagem de 4 mil km em voo fretado. O martelo sobre Medina será batido nesta sexta-feira, em reunião no gabinete presidencial, no Beira-Rio.

Executivo também sob pressão

Elogiado internamente por ser um "detalhista" tático e ter pulso firme no vestiário, o treinador perde força de todos os lados por conta dos resultados e do desempenho abaixo da expectativa. O uruguaio soma 51 dias de trabalho à frente do clube.

Outro profissional alvo das constantes críticas é Paulo Bracks. O ge recebeu relatos de que o diretor-executivo é um trabalhador "bem intencionado", porém, "distante do vestiário, do mercado e lento para negociar". Alguns pares do presidente Alessandro Barcellos são favoráveis às modificações.

Um dos poucos fatores que poderiam pesar contra uma mudança imediata no futebol colorado é a semana Gre-Nal. O clássíco 435 foi reagendado para as 21h da próxima quarta-feira. Antes, no entanto, o Inter enfrenta o Aimoré, em casa, no domingo, precisando vencer para voltar ao G-4 do Gauchão.

A sexta-feira será de muita expectativa pelos lados do estádio Beira-Rio. As conversas entre os dirigentes devem iniciar entre o fim da manhã e o início da tarde. Eliminado da Copa do Brasil, o Inter terá pela frente a continuidade do regional, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro em 2022.