FIA aceita recurso da RBR e convocará reunião com Mercedes na Hungria

Chefe da equipe austríaca, Christian Horner solicitou na última sexta-feira a revisão da batida entre Lewis Hamilton e Max Verstappen no GP da Inglaterra; britânico já foi punido com 10s pelo incidente

A novela que teve início no GP da Inglaterra continua. A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) confirmou ter aceitado um pedido da RBR e convocará, para a tarde desta quinta feira do GP da Hungria, um encontro com a equipe austríaca e a Mercedes para rever as circunstâncias da batida entre Lewis Hamilton e Max Verstappen na prova no Circuito de Silverstone, em 18 de julho.

Feita na última sexta-feira por Christian Horner, chefe da RBR, a solicitação tem base no Artigo 14 do Código Internacional Esportivo; caso seja descoberto "um novo elemento significativo e relevante que não estava disponível para as partes no momento da decisão em questão", equipes e representantes estão autorizados a pedirem recurso, apresentando as novas provas.

A FIA determinou que as duas equipes enviem três representantes, cada uma, para a videoconferência que será realizada para discutir o assunto, podendo incluir os chefes das equipes e os pilotos envolvidos. Os nomes devem ser definidos até esta quarta-feira.

É mandatório que a equipe solicitante, no caso, a RBR, apresente as novas provas com as quais justificou o recurso. Diante das evidências, a entidade julgará se rejeita o pedido ou se decidirá pela reabertura do caso.

O incidente entre Hamilton e Verstappen se deu na largada da prova. Ao tentar ultrapassar o holandês por fora, o piloto da Mercedes tocou na roda traseira direita do rival, que rodou na pista, bateu com força na barreira de proteção e abandonou. O heptacampeão foi punido com 10s, mas superou o prejuízo para conquistar sua oitava vitória "em casa", a 99ª da carreira e a quarta em 2021.

As equipes divergem na interpretação do incidente. Enquanto Horner acusa Hamilton por "direção suja" e o consultor da RBR Helmut Marko chegou a cobrar sua desclassificação, Toto Wolff, chefe da Mercedes, negou a intencionalidade de seu piloto no lance e reprovou a rival pelas críticas que considerou "pessoais" ao heptacampeão.

Diretor técnico da equipe alemã, James Allison argumenta que a regra de ultrapassagem definiria que Hamilton, com a maior parte do carro ao lado de Verstappen na linha interna, não seria obrigado a ceder. Durante a corrida, o time procurou os comissários da prova para apresentar diagramas da regra, o que não agradou Horner e levou a FIA a proibir os encontros não solicitados previamente.

A vitória ajudou Hamilton a reduzir sua desvantagem sobre Verstappen na vice-liderança do campeonato de pilotos de 33 para oito pontos. No Mundial de Equipes, a RBR, que também não pontuou com Sergio Pérez, permanece na liderança, mas a diferença sobre a Mercedes foi de 44 para quatro pontos.