Clodoaldo Silva é o escolhido para acender a pira na festa de abertura

Um dos maiores nomes da história do esporte paralímpico, o "Tubarão", como é conhecido, vai ter a honra de dar o início oficial aos Jogos do Rio

Um dos maiores nomes da história do esporte paralímpico brasileiro, Clodoaldo Silva será responsável por acender a pira olímpica na cerimônia de abertura da Rio 2016. O Tubarão, como é conhecido o nadador, foi o escolhido devido à importância de sua história no desenvolvimento do esporte nacional.
Ele havia sido escolhido, através de eleição, para ser o porta-bandeira da delegação brasileira. O Comitê Parílimpico Brasileiro, porém, mudou a decisão para que o nadador acendesse a pira. Clodoaldo está desde cedo no Maracanã, à espera da cerimônia de abertura. Ele, porém, disse não saber se teria a honra de acender a pira durante o evento.
- Não estou sabendo ainda. Vai ser uma surpresa para todo mundo. É tipo final de novela da Globo: se souberem antes, podem mudar - brincou o nadador.    
Os  seis ouros e uma prata conquistados em Atenas 2004 mudaram a imagem do movimento paralímpico no Brasil. Ali, não só a visibilidade passou a ser maior, como aconteceu a tão importante mudança do perfil de superação para atleta de alto rendimento. Não à toa, o Brasil pulou do 14º lugar no quadro de medalhas na Grécia para nono em Pequim 2008 e sétimo em Londres 2012. No Rio, a meta é chegar em quinto. E foi Clodoaldo a grande inspiração para que jovens buscassem o esporte ao redor do país. O principal deles: ninguém menos que Daniel Dias, que não se cansa de repetir que buscou a natação depois do feito do "Tubarão".
Com 13 medalhas paralímpicas, sendo seis de ouro, Clodoaldo só perde justamente para o fã na lista de maiores vencedores da história do Brasil - Daniel colecionou incríveis 15 pódios, dez no primeiro lugar, em Pequim e Londres. No Rio, o veterano disputa os 50m e 100m na classe S5, além do revezamento 4 x 50m livre 20 pontos. 
Com aposentadoria prevista para Londres 2012, Clodoaldo Silva esticou a carreira por mais um ciclo para ter a oportunidade de repetir a experiência do Parapan de 2007 e competir em casa. Dessa vez, ele evita cravar o fim da carreira e deixa no ar uma improvável participação em Tóquio 2020.

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