Brasil luta, resiste no início, mas perde para Itália em estreia no feminino

Em seu primeiro jogo em Olimpíadas, meninas do polo aquático fazem bom primeiro tempo, mas perdem por 9 a 3

Antes de qualquer outra coisa, é bom avisar. O polo aquático no Brasil, especialmente o feminino, ainda engatinha e está longe do nível técnico das potências mundiais. A manhã desta terça-feira marcou a estreia da seleção das mulheres em Jogos Olímpicos, e a adversária foi a Itália, medalha de ouro em Atenas-2004 e medalha de bronze no mundial do ano passado. Por isso, o resultado de derrota por 9 a 3 pode, sim, ser considerado positivo.
Apesar de contar com aquela que é considerada a segunda melhor jogadora do mundo, Izabella Chiappini, que marcou apenas um gol, ficou claro que ainda há uma grande diferença técnica do Brasil para a Itália e demais seleções europeias. Mas isso não impediu que o time comandado pelo treinador canadense Pat Oaten lutasse muito por cada bola.
Desde o início ficou claro que o Brasil, ciente de sua inferioridade, concentraria seus esforços na marcação. E começou de forma eficiente, com a goleira Tess com grande atuação protegida pelas companheiras. O primeiro gol da Itália saiu somente quando a equipe tinha uma jogadora a menos da piscina, no momento em que Viviane Bahia cumpria pena de 20 segundos de exclusão. Na frente, Amanda, irmã gêmea de Tess, tratou de empatar a partida, fazendo o primeiro gol do polo aquático feminino brasileiro em Jogos Olímpicos, e o placar de 1 a 1 fechou o primeiro quarto de jogo.
A partir do segundo período, a diferença técnica e física passou ficar evidente. Esforçado na defesa, o Brasil não conseguia sair da marcação da Itália, que isolou Izabella. A craque brasileira só conseguia arremessar de longe e, assim, passou em branco na primeira metade de partida. Na frente o time hesitava em arriscar ao gol, mesmo rodando a bola na frente da baliza adversária. Assim, a Azzurra fez dois gols e fechou o primeiro tempo com o placar de 3 a 1.
Comandada pela veterana Tania Di Mario, de 37 anos, a Itália deslanchou a partir do terceiro quarto de partida. A predominância física das europeias ficou gritante, e enquanto o Brasil não tinha firmeza nos arremessos - com bolas que algumas vezes encontravam a trave - , as italianas chegavam com segurança para finalizar, mesmo que Tess mantivesse a ótima atuação. Assim, o terceiro quarto encerrou com 6 a 1.
Na última etapa, Izabella recebeu de Tess e marcou seu primeiro gol - o terceiro do Brasil. À essa altura, as brasileiras estava com diferença de apenas quatro gols para as italianas. Mas logo depois, a equipe adversária ampliou com Rosaria Aiello. As donas da casa ainda colocaram mais duas bolas na trave, mas as tentativas não foram suficientes para encostar no placar. No finzinho, Giulia Emmolo fez mais um para as visitantes.
O próximo compromisso das meninas do Brasil será nesta quinta-feira, contra a Rússia. A segunda da terceira aula desse aprendizado chamado Olimpíada para o polo aquático feminino.

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