Preta Gil: 'Quebrei paradigmas e abri espaços. Não foi fácil, mas valeu'

Muito antes de se falar em corpo positivo, empoderamento e sororidade, Preta Gil quebrou barreiras ao colocar esses temas na sua cartilha

Muito antes de se falar em corpo positivo, empoderamento e sororidade, Preta Gil rompeu barreiras ao colocar esses temas na sua cartilha. Agora, a cantora carioca estrela sua primeira capa da Vogue Brasil, na edição que celebra o corpo livre e a liberdade de se sentir bem e ser feliz na própria pele.
"Quebrei paradigmas, abri espaços. Não foi fácil, mas olho para trás e tenho certeza de que valeu", diz ela em entrevista a Daniela Falcão. Preta faz um balanço e revela (poucos) arrependimentos da sua trajetória nas páginas da revista.
Preta Maria Gadelha Gil Moreira de Godoy (ufa!) nasceu no Rio de Janeiro, em 1974. Não é portanto uma millennial. Faz parte da Geração X, uma turma imprensada entre os valores rígidos e cheios de certeza dos Baby Boomers, que cresceram no pós-guerra, e a fluidez libertária dos millennials.
Quando Preta começou a ocupar a mídia, na virada dos 90 para os anos 2000, palavras como empoderamento, corpo positivo, vulnerabilidade e sororidade não haviam virado jargão nem tema de Ted Talks. Crescida no seio da Tropicália, Preta tinha uma cabeça e uma maneira de se comportar muito adiante de seu tempo e geração. Ela praticou sororidade dividindo palco e trio com outras cantoras, lutou pelo direito de ter o corpo que queria (e de poder mostrar esse corpo como bem entendesse), expôs suas angústias, olheiras e tristezas para quem quisesse ver porque para ela tudo era natural. E, como toda pioneira, terminou incomodando muita gente. 
A entrevista completa com a cantora você encontra nas páginas da Vogue de Novembro, que chega às bancas a partir do dia 9 e são uma exaltação a cada centímetro de quem somos. São também uma aula de autoestima e amor-próprio encabeçada por nossas estrelas de capa - além de Preta, a modelo Rita Carreira e a cantora Duda Beat protagonizam a edição. Imperdível!