Morre excepcional baixista que ia do funk ao jazz, Arthur Maia

Músico sofreu uma parada cardíaca, foi socorrido, mas não resistiu

Certamente você já ouviu o som de Arthur Maia. Músico, baixista, que muito contribuiu com a história da música nacional, com parceiras ao lado de outros grandes nomes da Música Popular Brasileira, saiu de cena no fim da manhã deste sábado (15). Arthur, nascido em 9 de abril de 1962, faleceu aos 56 anos, mas fica na história da nossa cultura como um dos maiores baixistas do país, capaz de ir do jazz ao funk com a mesma habilidade.
Arthur Maia foi um músico excepcional nascido na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mas associado à cidade fluminense de Niterói (RJ), onde morou, onde atuou como secretário de cultura e onde morreu inesperadamente, vítima de parada cardíaca.
Foi do tio, o também baixista Luizão Maia (1949 - 2005), que Arthur ganhou na adolescência o baixo elétrico que daria o tom do artista nos bailes da vida.
Aos 17 anos, Arthur iniciou a carreira profissional nesses bailes, absorvendo a influência do som black Rio que pautou grande parte da discografia do baixista como solista e como músico acompanhante.
Aos 19 anos, em 1981, o baixista já gravava com Ivan Lins, tocando no álbum Daquilo que eu sei. Daí em diante, Maia foi requisitado para tocar em discos e shows de gigantes da MPB e do pop nacional como Caetano Veloso, Djavan, Gal Costa, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Lulu Santos, Marisa Monte e Milton Nascimento, entre muitos outros nomes do panteão musical brasileiro.
Contudo, Arthur Maia também soube transitar além do mainstream da MPB e do pop nativo. Foi um dos fundadores do Cama de Gato, grupo carioca de música instrumental que, a partir dos anos 1980, ajudou a criar a linguagem do chamado jazz brasileiro. Também integrou formações da banda Black Rio. Mais tarde, fez parte da banda pop Egotrip.
Além de exímio baixista, Arthur Maia atuou também como arranjador e produtor musical. Foi nessas funções, divididas com Celso Fonseca, que Arthur Maia deu forma ao álbum que Martn'ália lançará em janeiro com músicas do compositor e poeta Vinicius de Moraes (1913 - 1980).
Como solista, o músico e compositor deixa álbuns como Maia (1991) e Arthur Maia (1996), discos nos quais exercitou o toque do funk e do samba com toda a influência do jazz. Som que deu projeção no circuito jazzístico internacional a Arthur Maia, um dos maiores músicos do Brasil no toque do baixo elétrico.

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