De volta aos palcos, Christiano Marinho comemora público fiel ao completar 30 anos de carreira

Ator alagoano revela que retorna à comédia escrachada no segundo semestre e espera voltar a bater recordes de público

Em clima de comemoração dos 30 anos de carreira, Christiano Marinho tem realizado uma série de apresentações dos seus grandes sucessos no teatro. Em Maceió, no palco do Centro Cultural Arte Pajuçara, o artista apresenta ‘Paloma Recebe’, no dia 22 de maio, às 19h. No espetáculo, que foi remodelado, ele exibe versatilidade e dá uma amostra do que está preparando para celebrar as três décadas em cena.

Sinônimo de casa cheia, a peça é um dos maiores sucessos da carreira do alagoano, que encara o desafio de interpretar quatro papéis. “Faço a apresentadora de um programa de auditório e três convidados do programa. É minha primeira comédia solo”, conta Christiano.

Ele conta que brinca com o universo dos programas de auditório, das apresentadoras loiras da década de 1990, e das figuras divertidíssimas que vão ao programa. Ele garante que não vão faltar gargalhadas e interação com o público.

A montagem foi escrita por Christiano Marinho há dez anos, na turnê de comemoração de duas décadas de carreira. “Foi a minha primeira peça a fazer temporada em São Paulo e também virei notícia no Rio de Janeiro”, diz ele.

Christiano Marinho - Foto: Divulgação

O artista, que bateu recordes de bilheteria com o espetáculo “Romeu e Julieita”, na primeira década dos anos 2000, vibra com a possibilidade de comemorar os trinta anos de carreira com o público. “Desde janeiro que venho fazendo apresentações de espetáculos nessa comemoração que, oficialmente, acontecerá em julho, com uma montagem inédita”, revela o artista, que conversou com o Caderno B.

Com direção de David Farias e Fabiano Cavalcanti, ‘Paloma Recebe’ será apresentado no palco do Cine Arte Pajuçara, em sessão única. Ingressos disponíveis no site Sympla, na loja Pink Loo (Maceió Shopping) e na Bilheteria do Teatro.

GAZETAWEB. Como é voltar aos palcos e perceber que há um público fiel ao seu trabalho, visto que as sessões recentes da sua outra peça foram um sucesso?

Christiano Marinho. Acredito que é fruto de um trabalho árduo de 30 anos. Dia desses, um expectador falou algo que me fez pensar… Ele disse que assiste tudo que eu faço porque eu virei uma marca. Refletindo sobre isso percebi que realmente faz sentido.

Como o teatro local pode superar essa eterna luta por formação de plateia, diante da sua experiência?

Acho que falta, na maioria dos artistas, enxergar teatro como negócio. E dentro desse contexto tanta coisa pode melhorar, virar empreendedor da arte, transformar isso em números. Penso até em promover um curso mais na frente para incentivar os artistas a promoverem seus espetáculos, mas sem precisar de apoiadores, além deles mesmos.

“Paloma Recebe” já estreou há alguns anos. Foi preciso adaptar piadas, há uma preocupação com o politicamente correto?

O politicamente correto já está, dentro do possível, exercido nas minhas comédias. Eu já crio cenas com essa preocupação, trago o discurso pro ensaio. Os tempos mudaram, temos que nos adaptar. O espetáculo passou por uma adaptação, está mais enxuto. Digamos que ficou o suprassumo (risos).

Passamos por dois anos difíceis e, agora, após a vacinação, podemos rir novamente. Isso é importante pra você, que vem apresentando uma sequência de comédias?

Rir sempre será o melhor remédio pra tudo. Digo sempre que o riso é uma forma de oração. Sair de casa sabendo que vai rir quase um hora seguida é como ir numa sessão de terapia. É esse meu foco sempre, reafirmar minha “marca” e fazer as pessoas se divertirem através da minha arte.

Como artista, você se sente realizado, visto que sua trajetória é uma das mais bem sucedidas da cena local? O que vem por aí?

A gente nunca está totalmente realizado, né? Conquistei muita coisa em Alagoas. Nem eu imaginei tantas conquistas que realizei nessa trajetória, mas tem muito mais a realizar ainda. Um deles é minha volta ao escracho, dia 16 de julho, nas comemorações oficiais dos 30 anos de carreira.

Qual a peça? É inédita?

Sim! “A Graça Borralheira”. Tô feliz de voltar ao estilo que me consagrou depois de tanto tempo.