De volta a Maceió, Zeca Pagodinho revisita sucessos; confira entrevista

Sambista comentou sobre show "De Santo Amaro a Xerém", que apresenta em Maceió ao lado de Maria Bethânia

Movido pelo samba e costurado pelos sucessos de dois dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, "De Santo Amaro a Xerém", show de Maria Bethânia e Zeca Pagodinho, chega a Maceió para única apresentação, nesta sexta-feira (18), no Ginásio do Sesi. O projeto dos veteranos coleciona elogios da crítica e do público pelo afinado espetáculo, que vai da Bahia ao Rio, um caminho feito de ritmos, crenças e brasilidade.
A parceria começou em 2016, quando Zeca Pagodinho convidou a filha de Dona Canô para cantar "Sonho Meu", de Dona Ivone Lara, no projeto "Quintal do Pagodinho". O improvável encontro do samba de roda da Bahia com o carioca resultou na parceria que, além da apresentação que esgotou ingressos em todas as capitais por que passou, rendeu um DVD, registro do show "De Santo Amaro a Xerém", gravado no ano passado. Maceió é a penúltima cidade a receber o encontro e ainda há ingressos à venda.
Jessé Gomes da Silva Filho, o Zeca Pagodinho, é símbolo nacional da boemia e não dispensa uma boa cerveja e/ou uma roda de samba. Carioquíssimo, devoto de São Jorge e da Portela, há quase 40 anos leva aos palcos do Brasil e do mundo esse clima de boteco. O vencedor de quatro prêmios Grammy Latino falou com a Gazetaweb sobre sua trajetória e sobre o show que apresenta em Maceió nesta sexta-feira.
Gazetaweb: Você sempre disse que fazia samba para se divertir. O que isso significa? É assim até hoje?
Olha, significa que, no início, eu não tinha compromisso, não queria ser artista. O meu grande sonho era ouvir minhas músicas no rádio, nas vozes de outros cantores. Eu compunha e ia pras rodas apenas pra mostrar meus sambas e me divertir. Hoje ainda me divirto, mas no palco e estar no palco, além da diversão, requer responsabilidade. 
Que diferenças existem no seu samba de hoje para o do início da carreira?
A diferença é que antes eu fazia muito mais sambas do que faço agora, tinha mais tempo. Hoje acabo gravando mais as músicas de outros compositores, mas, quando faço, a essência é a mesma. 
Como foi o contato com Bethânia e o que você pode nos contar sobre essa experiência no palco?
Sempre fui fã da Bethânia, desde a minha juventude escutava os discos, decorava os poemas que ela recitava neles. Nunca imaginei que um dia estaria num palco com ela, mas, algum tempo atrás, surgiu a ideia de convidá-la para participar do "Quintal" e eu achei que ela não iria, mas ela foi e, de lá pra cá, foi só alegria.
Sobre o samba de hoje, ele fala com o povo?
Acho que sim, a música sempre fala com o povo, seja ele de onde for. Em cada pessoa, ela bate de uma maneira, mas sempre tem muita gente se identificando com a mensagem que a música traz.
Confira o convite do sambista para os alagoanos:
SERVIÇO
MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO - "DE SANTO AMARO A XERÉM"
Quando: Sexta, 18 de janeiro, às 22h30
Onde: GINÁSIO DO SESI (Trapiche da Barra, Maceió/AL) 
Abertura dos portões: 20h
Show de abertura: Wilma Araújo 
Ingressos: www.eventim.com.br / Livraria Leitura (Parque Shopping) / Aimê Acessórios (Ponta Verde)
Informações: (82) 3235-5301