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De Alagoas para o mundo através da dança

A história do bailarino de Alagoas que ganhou bolsa para estudar na Flórida, nos EUA, e busca apoio para realizar sonho


				
					De Alagoas para o mundo através da dança
Reprodução

A história do bailarino de Alagoas que ganhou bolsa para estudar na Flórida, nos EUA, e busca apoio para realizar sonho

Embora tenha nascido em Pernambuco, o bailarino João Paulo se mudou para Alagoas aos três anos e, hoje, faz questão de se autodeclarar alagoano. Desde cedo, ele demonstrava uma grande afinidade com tudo que envolvia cor, formas e movimento. Essa aptidão o levou, aos 12 anos, a se matricular em uma academia de balé, sem imaginar as oportunidades que surgiriam ao longo de sua trajetória.

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Uma dessas grandes oportunidades é a que está batendo em sua porta neste momento: estudar e viver uma imersão artística nos EUA, em uma reconhecida instituição. Para isso, o artista de Alagoas busca apoio para custear as despesas da viagem.

“Eu tenho o hábito de dizer para minha mãe que nasci para a arte... É engraçado você dizer algo assim quando é apenas uma criança já vislumbrada com a arte desde cedo. Lembro-me de pausar desenhos na TV e começar a desenhá-los”, recorda João.

Apesar de seu interesse pelas artes visuais, era na dança que João encontrava sua verdadeira paixão. Ele revela que foi no início da adolescência que sentiu o desejo de praticar balé, algo que nem mesmo sua mãe suspeitava. “Minha mãe nunca soube que eu realmente gostava da dança, acho que pelo fato de ser criança, e criança muitas das vezes quer fazer um pouco de tudo nessa vida. Mas aos doze anos, essa sede e curiosidade pelo novo me chamaram! Então pesquisei escolas de Balé.”


				
					De Alagoas para o mundo através da dança
Reprodução

O encontro com a Academia de Balé Clássico Selma Pimentel não foi por acaso. João conta que, ainda pequeno, sempre passava pela escola enquanto acompanhava sua mãe pela cidade de Maceió. Esse constante vislumbre do local foi o que o motivou a finalmente visitá-la, mesmo sem saber se poderia pagar pelas aulas.

“Então, em um dia muito ensolarado, peguei minha bicicleta e fui até o local. Chegando lá, não tive coragem suficiente para subir as escadas, então retornei para casa. No dia seguinte, fui novamente. Encostei minha bicicleta ao lado, subi as escadas consciente de que eu não iria conseguir pagar a mensalidade, e logo de cara encontrei minha Maestra Selma Pimentel”, revela João.

A surpresa foi mútua. De um lado, um jovem sonhador que apareceu contra todas as expectativas. Do outro, uma maestra diante de um menino determinado a praticar balé. O acaso foi positivo para ambos: João ganhou uma bolsa integral e Selma, um aluno dedicado.

“Perguntei o valor da mensalidade e ela falou que não precisava pagar nada, apenas se comprometer e fazer as aulas. Desde então, fui obtendo ótimos resultados e ganhando mais aptidão pela dança, até que, de uma forma natural, fui conquistando espaço na academia, chegando ao ponto de ser escolhido para estar nos palcos”, conta João.

A recepção em casa foi um misto de surpresa e preocupação. Sua mãe, inicialmente surpresa por não saber do interesse do filho pela dança, logo se preocupou com o preconceito que ele poderia enfrentar.

“Eu comecei a dançar, no caso, comecei a praticar balé aos 12 anos, mesma idade da minha apresentação. A minha primeira vez no palco foi assim, muito encantadora. Eu nunca esqueço da minha primeira apresentação que foi ‘O Paraíso Perdido’. Eu dancei entre três e quatro coreografias e foi um momento muito especial para mim, minha aptidão com a dança em si só crescia cada vez mais.”


				
					De Alagoas para o mundo através da dança
Reprodução

OPORTUNIDADE

A dedicação e o talento inatos de João foram essenciais para sua evolução como dançarino. Aos 17 anos, essa evolução foi reconhecida com uma oportunidade na Sanctuary of The Hearts, uma reconhecida instituição na Flórida, EUA, focada em aprimorar artistas.

“Eu ganhei a bolsa do Sanctuary através de um festival que se chama FAC, um festival de arte e criatividade que ocorre em Campina Grande, na Paraíba. E com isso consegui essa bolsa de treinamento através da minha outra mestra, Alice Arja. Eu e minha professora abraçamos essa causa, pois sabíamos que era uma grande oportunidade para eu conseguir ter visibilidade no mundo.”

Além dessa bolsa, João ganhou um curso de quatro meses, que começa em julho, na mesma instituição. Por meio das redes sociais, junto com suas professoras, ele busca coletar, por meio de patrocínio, vaquinha e financiamento coletivo, os custos de viagem e alimentação para tornar essas oportunidades em realidade. João enfatiza que suas conquistas são fruto do talento adquirido e das professoras dedicadas.

“Desde o momento em que entrei na academia, fui preparado para os festivais com o objetivo de conseguir bolsas de estudo. Sempre me sentava com minha professora para analisar as melhores possibilidades, e as que também estavam no nosso alcance, porque é um investimento muito grande você querer seguir uma carreira como artista.”

Para ajudar, basta entrar em contato com o artista no instagram @0ojoao_paulo.

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