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10 anos do Spotify e de uma revolução musical

Plataforma de streaming de áudio mudou a maneira de consumir, mas também de produzir música ao longo dessa década


				
					10 anos do Spotify e de uma revolução musical
Reprodução

Em maio de 2014, o aplicativo de streaming de áudio Spotify invadiu o Brasil e hasteou sua bandeira com os dizeres “When I met you in the summer”. Há 10 anos, o aplicativo causou uma revolução na forma que lidamos com a música, seja para o produtor, compositor, cantor ou ouvinte. Seu formato fácil e usual fez com que práticas até então usuais, como o download externo de músicas através de sites como 4Shared tornarem-se jurássicos do dia para a noite, puxando todos os amantes da boa canção ao novo software.


				
					10 anos do Spotify e de uma revolução musical
Reprodução

A primeira música a ficar no topo das mais ouvidas no Spotify Brasil foi a do DJ Calvin Harris, “Summer”. Nos anos subsequentes, o sertanejo dominou de forma quase invicta, sendo interrompido apenas pela Barões da Pisadinha, em 2021, mesmo ano da tragédia de Marília Mendonça, até hoje a cantora que mais recebeu o título de mais ouvida do ano no Brasil, acumulando um total de três anos como vencedora.

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Com a chegada do aplicativo, não somente o número de usuários aumentou, mas também o de compositores, cantores e bandas. Segundo informações do próprio Spotify, o número de faixas de artistas brasileiros aumentou em 656% e o número de streams nas músicas brasileiras cresceu mais de 240 vezes.

Onde tem novidade, tem oportunidade, e a partir dessa premissa, o sonho de pequenas bandas e músicos independentes ganhou lenha para a fogueira da esperança. Vez ou outra, alguma banda encaixava uma música nos ouvidos mais alheios, de pessoas que sequer curtiam o ritmo, mas chegaram ali graças ao algoritmo do streaming entre outras formas de impulsionar as visualizações, como as playlists.


				
					10 anos do Spotify e de uma revolução musical
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“Assim como tudo na vida, existe os dois lados, essa migração do mercado da música para os streams não é diferente. O lado positivo é que de fato facilitou para que bandas e artistas solo consigam fazer seus trabalhos chegarem nas pessoas, mesmo sendo independentes, assim, podendo receber diretamente das plataformas. O lado negativo é que, como tudo é muito rápido agora, a exigência é que o artista vire uma espécie de linha de montagem nas produções das músicas, tendo que lançar praticamente um trabalho por mês para ter maior relevância. Isso prejudica e muito a qualidade das obras. Importante ressaltar também que uma coisa que não mudou é que a maior parte do valor arrecadado continua nas mãos das grandes gravadoras”, destacou Sidney Sena, baixista e produtor musical da banda Vibrações, um dos destaques alagoanos nas plataformas digitais.


				
					10 anos do Spotify e de uma revolução musical
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O produtor Filipe Mariz relata que há efeitos colaterais nas outras áreas onde a música atua, como na realização de shows. A unidade de medida utilizada anteriormente - número de fãs, discos e ingressos vendidos - ficou para trás, dando lugar aos famosos views, mostrando que “a tendência é que, com falta de caminhos - pois o ambiente que era para ser democrático está monopolizado por grandes produtoras - reduza os shows independentes. Os artistas de grande porte estão justificando altos cachês diante de números do Spotify, e esses números não representam fãs reais”, relata, lembrando ainda que, antes dos streamings, quem ocupava este lugar era a rádio: “No mais, eu acho que hoje as plataformas de streaming não são mais opcionais. Você quer ser artista, você quer ter música, quer cantar? Você precisa estar dentro das plataformas de streaming, assim como para fazer sucesso, antigamente, você precisava estar na rádio e na televisão”.


				
					10 anos do Spotify e de uma revolução musical
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Para os usuários, a experiência da transição foi muito positiva, como declara Maria Karine “Mesmo depois de lançado, eu ainda não tinha acesso a nenhum serviço de streaming, então eu tinha que baixar música. Nesse tempo estava bem comum as pessoas usarem MP3, MP4, os aparelhos mesmo, e a vantagem de hoje é justamente essa, que você pode abrir o aplicativo no próprio celular e colocar a música que você quiser, além de ouvir e baixar com apenas um clique”. Karine ressalta que apesar dos prós, também há contras, como o preço das assinaturas, que continua sendo um pouco salgado. “A única desvantagem que eu vejo é que o serviço premium é caro, o lado positivo é que plataformas como o Spotify oferecem planos de família, universitários e outros”, declara.

E se para os usuários o preço pode ser salgado, para os produtores musicais o retorno é bastante insosso. A plataforma revelou para o público que os artistas brasileiros geraram R$1,2 bilhão no ano de 2023, número este que representa um aumento de 27% da receita total do ano anterior e quatro vezes mais em relação a 2018. Ainda segundo Filipe Mariz, a missão de sobreviver da música sendo um artista independente é quase impossível, sendo necessário ter um número gigantesco de plays - que pagam R$0,02 cada - para ter um bom retorno, fazendo com que até mesmo grandes artistas reclamem da remuneração.

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