Homem que abusou de mulher confessa ser estuprador em série da Asa Sul

Criminoso, que mora em Valparaíso, no Entorno do DF, costumava cometer os abusos entre as quadras 710 e 713 Sul

Sem passagens pela polícia, casado e pai de uma criança de apenas 1 ano, o estuprador em série Wagner de Jesus Cardoso, 28 anos, era um homem acima de qualquer suspeita antes de ser preso, em flagrante, por ameaçar uma mulher com uma faca e obrigá-la a fazer sexo oral nele. O criminoso confessou a autoria de quatro estupros, mas a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que o número seja bem maior.

Investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) chegaram a Wagner na quinta-feira (23/6), um dia depois de ele estuprar e ameaçar uma jovem de 23 anos na quadra 713 Sul, na véspera do aniversário da vítima. Segundo os investigadores, o homem trabalha com serviços de manutenção em uma faculdade particular de Brasília.

O bandido, que mora em Valparaíso, no Entorno do DF, costumava cometer os estupros entre as quadras 710 e 713 Sul, sempre entre 5h30 e 7h. “Ele deixava para praticar a violência sexual sempre quando estava indo para o trabalho. Aparentemente, tentava manter uma rotina de vida comum, já que era casado e tinha uma filha pequena”, disse o delegado Maurício Iacozzilli.

Masturbação

De acordo com as investigações, após escolher seu alvo, Wagner aguardava que a mulher caminhasse em direção a alguma das áreas verdes que separavam as quadras para rendê-la. Quase sempre usava uma faca de cabo vermelho para realizar ameaças. Sob a ponta da arma branca, as vítimas eram obrigadas a masturbar o estuprador.

O abusador tinha preocupação de não ser pego e não segurava as vítimas por muito tempo. “O estupro durava poucos minutos. Ele obrigava as mulheres a masturbá-lo e, logo em seguida, a mandava andar para o lado contrário ao que ele corria. Logo depois, ele seguia para o trabalho”, explicou o delegado.

Nesta sexta-feira (24/6), mais uma possível vítima do estuprador entrou em contato com a delegacia pedindo para fazer o reconhecimento. “Com a divulgação da imagem do suspeito, acreditamos que outros casos, além dos quatro que ele já confessou, surjam”, ressaltou Iacozzilli.