Carlos Wizard pede que depoimento à CPI da Pandemia seja virtual

Empresário foi convocado a depor à comissão para explicar a sua atuação como conselheiro do Ministério da Saúde durante os últimos meses

O empresário Carlos Wizard formalizou na noite desta segunda-feira a CPI da Pandemia um pedido para que sua oitiva ocorra de maneira virtual.

No documento, ele diz que está fora do Brasil desde o dia 30 de março de 2021 "acompanhando tratamento médico de familiar, nos Estados Unidos da América".

"Se deixar os Estados Unidos, não poderá retornar. Não poderá retornar de imediato por conta das restrições de entrada impostas pela Ordem Executiva de 25 de janeiro de 2021 da Presidência da República dos Estados Unidos da América que regula as medidas de proteção adotadas naquele país em resposta à Pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2".

De acordo com ele, esse formato não deverá comprometer os trabalhos da CPI.

"Por oportuno, consigna ainda, que a realização do depoimento por meio de videoconferência não trará qualquer prejuízo à apuração dos fatos ou à qualidade da sua contribuição para os objetivos dessa Comissão investigadora, já que tal solução tem sido amplamente utilizada pelo próprio Poder Judiciário em todas as suas instâncias para a totalidade dos depoimentos de acusados e testemunhas, inclusive pela mais alta Corte do País, o Supremo Tribunal Federal, assim como também amplamente em uso pelo próprio Senado Federal e pela Câmara dos Deputados."

Os advogados de Carlos Wizard ainda anexaram o carimbo de entrada no passaporte dele para comprovar que ele está fora do Brasil.

Wizard também pediu que seus advogados tenham acesso aos documentos em posse da CPI que fundamentam a investigação contra ele.

'Gabinete paralelo'

Carlos Wizard é esperado para depor na quinta-feira (17). Ele foi cotado para secretário de Ciência e Tecnologia, do ministério da Saúde, área que cuida da incorporação de medicamento e tecnologias no SUS.

Wizard também é apontado como integrante de um suposto "gabinete paralelo" que orienta o presidente Jair Bolsonaro em ações referentes à pandemia de Covid-19.