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Violência contra a mulher, precisamos falar sobre isso

A violência contra a mulher é um problema de saúde pública no nosso país, e pode acontecer de várias formas. Como determina a lei nº 11.340/2006, mais conhecida como lei Maria da penha, a violência doméstica contra a mulher é crime, e a legislação aponta as formas de evitar, enfrentar e punir as agressões. Também indica a responsabilidade que cada órgão público tem para ajudar a mulher que está sofrendo a violência.

Esse tipo de violência é caracterizado pelas agressões as quais a vítima é exposta, e, na maioria das vezes, as reações que levam ao crime são interpretadas como ciúme, “temperamento forte”, ou algo cultural da nossa sociedade, onde o “homem” ainda se privilegia como uma figura de poder. Essa violência é tão naturalizada que às vezes se torna imperceptível por quem sofre. Nós, mulheres, ainda somos vítimas de uma cultura que nos impede de ocupar cargos e lugares na sociedade por puro preconceito e ignorância, desde cargos políticos, posições no trabalho, lideranças, entre outros. São preceitos tão antigos que podem acabar passando despercebidos, tirando nossa credibilidade e o direito de condições de igualdade.

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O papel da psicologia, diante deste contexto, é chamar a atenção dessas mulheres e fazer com que percebam que estão sendo vítimas de um algoz que está roubando o seu direito de viver, de escolher, de ser ouvida, assistida e protegida. O atendimento psicológico tem como objetivo despertar nessa mulher o seu verdadeiro valor, a importância de sua vida, o cuidado com a sua saúde física e emocional, bem como acolhê-la, trabalhar a sua auto-estima e o emponderamento. Existem em nosso estado vários serviços que atendem diretamente essas mulheres em situação de risco e violência, com equipes multidisciplinares que atuam orientando e encaminhando-as para delegacias da mulher, hospitais, unidades de saúde, juizados de violência doméstica, cras, creas e ceam, ligando para o 180 e para o disque 100, garantindo assim a sua segurança.

Segundo o conselho nacional de justiça, a violência contra mulher é qualquer conduta, ação ou omissão de discriminação, agressão ou coerção pelo simples fato de causar dano, morte, constrangimento, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político, econômico ou perda patrimonial, podendo acontecer em espaços públicos ou privados.

Os tipos de violências mais comuns são:

Violência de gênero, doméstica, familiar, física, moral, patrimonial, psicológica e sexual.

Xingar, bater, humilhar, tirar a liberdade de pensamento, de expressão, de opinião, controlar, oprimir, expor a vida íntima, obrigar ao ato sexual sem consentimento, controlar ou reter dinheiro ou salário, quebrar ou danificar objetos da mulher também são formas de agressão.

Existem alguns comportamentos que podem ser identificados e observados nessa vítima de violência. A ausência de comunicação ou o afastamento social e familiar é uma das principais evidências de que essa mulher pode estar passando por uma situação suspeita. Não podemos permitir que essas situações passem despercebidas, precisamos apoiar essa vítima e denunciar o seu agressor. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo que não seja a vítima. Vale lembrar que a violência psicológica costuma ser a porta de entrada para que outras formas de violência comecem a ser praticadas.

A única maneira de ajudar as mulheres que se identificam com esta situação é através da informação e acesso aos serviços de proteção. Promover ações, palestras e psicoeducação ajudam nas formas de enfrentamento e prevenção.

Denunciem!

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