Artigo | Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Síndrome do Impostor: você está sempre duvidando da sua capacidade?

Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Esp. Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociência do Comportamento pela PUC/RS

Você é daquelas pessoas que se sentem inseguras, acredita que não está à altura das boas oportunidades, está sempre duvidando da sua capacidade? Talvez você possa se identificar com a Síndrome do Impostor.

Também chamada de pessimismo defensivo, é uma desordem psicológica que, apesar de não ser classificada como doença mental, é bastante estudada. Os sintomas costumam ser semelhantes aos que são encontrados em transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

É comum em atletas, artistas e empresários, executivos ou em profissões em que as pessoas são avaliadas e testadas a todo o momento, como nas áreas da saúde e do ensino, e costuma atingir as pessoas mais inseguras e que internalizam críticas e falhas.

As pessoas que sofrem com a Síndrome do Impostor, normalmente apresentam:

  • Necessidade de se esforçar demais. O perfeccionismo e o excesso de trabalho são utilizados para ajudar a justificar o desempenho, mas causa muita ansiedade e esgotamento.
  • Autossabotagem. Acreditam que o fracasso é inevitável e que a qualquer momento alguém experiente irá desmascará-lo na frente dos outros. Assim, mesmo sem perceber, pode preferir se esforçar menos, deixando de se dedicar para algo que poderia dar certo, adiando tarefas e oportunidades.
  • Medo de se expor. Fogem de momentos em que podem ser avaliadas ou criticadas, não acreditam muito em elogios e acreditam que os bons resultados não se devem ao seu mérito.
  • Comparação com os outros. Pensa ser inferior ou saber menos que os outros.
  • Precisa agradar. Tenta causar boa impressão para obter aceitação.

O que fazer se você tiver a Síndrome do Impostor? É essencial que você se conheça, saiba qual é sua capacidade, o quanto você já cresceu e conquistou até o presente momento. Perceba o que, de fato, originou o processo de autocrítica excessiva e procure trabalhar este aspecto. Aos poucos, aprenda a valorizar-se, confiar mais em sua potencialidade.

É importante que se realizem sessões de psicoterapia para internalizar as capacidades e competências, diminuindo a sensação de ser uma fraude. Além disso, aceitar-se e respeitar-se, aceitar que as falhas acontecem a qualquer pessoa, e procurar aprender com elas!