SERIA POSSÍVEL VIVER 24 ANOS A MAIS?
Um grande estudo observacional, utilizando dados de registros médicos e questionários coletados entre 2011-2019 de 719.147 indivíduos na faixa etária entre 40 e 99 anos inscritos no Programa de Veteranos dos Estados Unidos mostrou oito hábitos de estilo de vida que poderiam prolongar significativamente a expectativa de vida.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O estudo enfatizou o papel desses fatores de estilo de vida na redução de doenças crônicas e destaca que a adoção desses hábitos mais saudáveis, mesmo mais tardiamente, ainda pode contribuir significativamente para a longevidade.
Leia também
Os autores observaram que a adoção dos 8 hábitos de estilo de vida saudável em homens aos 40 anos poderia prolongar sua vida em 24 anos e nas mulheres, 21 anos, quando comparados aos indivíduos que não possuíam nenhum destes hábitos. Se essa mudança no estilo de vida ocorresse a partir dos 50 anos você poderia prolongar sua vida em até 21 anos, segundo o estudo. E aos 60 anos, você poderia adicionar 18 anos a mais na expectativa de vida!!
E mesmo adotando apenas um desses hábitos, houve um aumento entre 3,5 e 4,5 anos a mais de vida para mulheres e homens, respectivamente. A adoção de apenas dois desses comportamentos saudáveis acrescentou sete anos extras à vida dos homens e oito anos extras às mulheres.


CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26

Aproximação existe, mas anúncio de aliança entre JHC e Alfredo Gaspar segue pendente

Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro
Por outro lado, a baixa atividade física, o consumo de opiáceos e o tabagismo tiveram a maior carga negativa na esperança de vida, aumentando o risco de morte em 30-45%.
Adicionalmente, a alimentação desequilibrada, o stress, o consumo excessivo de álcool, e um sono inadequado foram associados, cada um, a um aumento de cerca de 20% no risco de mortalidade, e a falta de relações sociais positivas foi associada a um aumento de 5% no risco de morte.
Os oito hábitos DO ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL identificados no estudo foram:
- ser fisicamente ativo;
- estar livre do vício em opiáceos;
- não fumar;
- controlar o estresse;
- manter uma alimentação saudável;
- não beber excessivamente;
- priorizar uma boa qualidade do sono;
- ter relações sociais positivas.
Os autores enfatizam: “Os resultados da nossa investigação sugerem que a adoção de um estilo de vida saudável é importante tanto para a saúde pública como para o bem-estar pessoal. Quanto mais cedo melhor, mas mesmo que você faça apenas uma pequena mudança aos 40, 50 ou 60 anos, ainda assim será benéfico. Nunca é tarde para adotar um estilo de vida saudável”.
Nesse contexto, embora a idade cronológica esteja correlacionada com várias doenças e condições relacionadas à idade, ela não reflete adequadamente a capacidade funcional, o bem-estar ou o risco de mortalidade de um indivíduo. Em contraste, a idade biológica fornece informações sobre a saúde geral e seria um melhor indicativo de saudabilidade e longevidade.
Diversos outros estudos tem buscado métricas e variáveis possivelmente correlacionadas ao envelhecimento epigenético mais lento. E além das discutidas anteriormente, os estudos apontam para consumo de peixes, dieta a base de vegetais e frutas, dieta mediterrânea, restrição calórica leve, níveis adequados de vitamina d, consumo de ômega 3, entre outros.
As evidências existentes sugerem que os relógios do envelhecimento são maleáveis e poderiam redefinir a trajetória de envelhecimento do indivíduo.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
