Artigo | Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Será que é amor ou dependência emocional?

Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Esp. Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociência do Comportamento pela PUC/RS

Um fato é inegável: todos gostamos muito de sentir que somos amados. Mas como saber quando a situação ultrapassa os limites do "saudável"?

Possessividade, ciúmes, controle excessivo, exigência de atenção exclusiva, relação entre mães e filhos com controle excessivo, entre outras, fazem parte das múltiplas formas de manifestar a dependência emocional.

O outro passa a ter um papel responsável de completude, ou seja, é necessário para preencher um vazio interior.

O dependente emocional, normalmente, passa a querer vigiar demais o outro e, na maioria das vezes, o acaba "sufocando" com suas exigências, desconfianças, chantagens e inseguranças. Tudo o que o outro faz longe do dependente emocional (amizades, projetos, trabalho, etc) é visto pelo dependente como ameaça, portanto, é alvo de crítica. Aí nascem os relacionamentos difíceis.

A dependência emocional pode iniciar branda e até ser confundida com carinho e zelo. Mas, à medida que vai evoluindo, pode apresentar caracteres até mesmo de manipulação e/ou violência.

Como qualquer outra dependência, a dependência emocional também pode ser tratada e o acompanhamento profissional se faz muito necessário, tanto na identificação do vínculo disfuncional, quanto na construção de estratégias de superação.

A principal questão é que a felicidade não está no outro, portanto, buscar relacionamento com o intuito de que o "outro me fará feliz" é uma grande ilusão!

É possível melhorar a autoestima e quebrar padrões limitantes em qualquer momento de sua vida! Pare de repetir relacionamentos disfuncionais! Permita-se!