Artigo | Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Se te amassem do mesmo jeito que você se ama seria o suficiente ou faltaria amor?

Claudia Curioletti - Psicóloga Clínica - CRP 12/06904

Esp. Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociência do Comportamento pela PUC/RS

Quanto amor verdadeiro você dedica a você mesmo? Pois é. Queremos ser amados, que nos tratem bem, que nos priorizem. Mas uma questão é inegável: sem amor-próprio não é possível encontrar a felicidade, nem sucesso ou realização pessoal.

Martha Medeiros nos diz que "solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor-próprio".

Quantas vezes, ao estarmos sós, nos deparamos com uma sensação de vazio, de angústia, de insegurança. Como crianças emocionais, acabamos tendo a sensação de que precisamos de alguém para nos sentirmos seguros e amados. Trata-se de uma grande inverdade. Deveríamos ser nossa melhor companhia, sentir prazer em estar conosco.

Só temos certeza de um fato: seremos nossa companhia para sempre! Então, trate-se bem, seja amoroso com você, escute-se e acolha-se. Olhe pra você, entenda suas luzes e suas sombras... Leve você pra jantar, cozinhe algo saboroso pra você, invista em você, tenha palavras amorosas e compreensivas para você... Todas as pessoas podem amar a si mesmas, independente de suas situações de vida.

Não seja viciado em infelicidade, em sofrimentos. Por vezes, a falta de autoestima é vestígio de uma criação rígida ou de traumas, transtornos mentais, padrão de pensamento pessimista, medo de se relacionar e ser amado, insatisfação com a vida, culpabilidade, entre outras formas de interiorização.

Seja mais flexível com você, coloque-se em primeiro lugar, conheça seus limites e perdoe seus erros! Você merece!