QUAL A MELHOR DIETA PARA PREVENIR AS DOENCAS QUE MAIS MATAM NO MUNDO?
As doenças cardiovasculares (DCV), incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica continuam sendo as principais causas de morte prematura, incapacidade e gastos com saúde em todo o mundo.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Dentre os principais fatores de risco estão as doenças cardiometabólicas: obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemia, além do tabagismo, etilismo, sedentarismo (falta de atividade física) e alimentação inadequada.
Leia também
A avaliação do risco cardiovascular deve ser feita rotineiramente através de uma anamnese médica criteriosa incluindo: antecedentes familiares (presença de eventos cardiovasculares na família), antecedentes patológicos (doenças preexistentes), uso de medicamentos, avaliação da pressão arterial, teste ergométrico, avaliação composição corporal (peso, altura, percentual de gordura, circunferência abdominal), exames bioquímicos como glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico (colesterol total e frações, triglicérides), proteína c reativa ultra sensível, ácido úrico, prova de função hepática, homocisteína, apo A, apo B, lipoproteína A, níveis de vitamina b12, ácido fólico, vitamina d, zinco, magnésio entre outros que seu médico e ou nutricionista acharem pertinentes.
A APOLIPOPROTEÍNA B (apoB) e LIPOPROTEÍNA A (LpA), nos quais foram considerados nos últimos anos pela European Society of Cardiology/European Atherosclerosis Society e World Heart Federation respectivamente, como fatores de risco causais e independentes para as doenças cardiovasculares tão importantes quanto o LDL colesterol (converse com seu médico sobre a indicação desse exame).


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
Após avaliação do risco cardiovascular e independente de tratar-se de prevenção primária ou secundária, um dos primeiros passos na abordagem para prevenção de DCV são as mudanças no estilo de vida o mais precoce possível. Tais como cessação do tabagismo, etilismo com bastante moderação, praticar exercício físico diariamente, gerenciamento do estresse e mudanças no padrão alimentar.
Os padrões dietéticos mais estudados como preditivos de risco reduzido para DCV têm em comum maior ênfase no AUMENTO DE FRUTAS, VEGETAIS, LEGUMES, NOZES E PEIXES, com apenas algumas diferenças nas recomendações dietéticas dos diferentes tipos de gorduras, consumo de laticínios ou carne vermelha. Os mais estudados são: a DIETA MEDITERRÂNEA, a DIETA DASH (abordagem dietética para parar a hipertensão), o HEALTHY EATING INDEX (Índice de Alimentação Saudável - HEI 2015) e mais recentemente o PURE HEALTHY DIET SCORE (escore de dieta saudável PURE).
Um estudo publicado em julho de 2023 no European Heart Journal, onde foi realizado uma análise combinada de dados de seis estudos internacionais envolvendo aproximadamente 245.000 pessoas de 80 países, mostrou que uma dieta composta por maiores quantidades de frutas, vegetais, nozes, legumes, peixe e laticínios integrais está associada a um menor risco de doenças cardiovasculares (6%) e mortalidade (8%) em todos as regiões do mundo, especialmente, nos países de baixa e média renda. Segundo os autores o escore de dieta saudável PURE parece ser um pouco mais preditivo de eventos cardiovasculares do que as pontuações da dieta mediterrânea, HEI-2015 e DASH.
No entanto, todos os padrões alimentares citados neste artigo têm evidências científicas robustas, na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, portanto, procure um profissional nutricionista para uma orientação nutricional individualizada.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
