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ONDE ESTÃO E COMO VIVEM AS PESSOAS MAIS LONGEVAS DO MUNDO?

Será que eu poderia ter o “poder de modificar” minha SAÚDE e minha LONGEVIDADE?

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Em parte, você pode ter esse “poder” em suas mãos. Pois acredite, genética não é destino! Você não pode modificar sua genética, mas você pode modificar sua “EPIGENÉTICA”, ou seja, é como se você pudesse modificar as moléculas que deveriam ser ativadas ou desativadas no seu corpo (a forma como seus genes serão expressos) Isso seria possível através de mudanças no nosso EXPOSSOMA, ou seja, no nosso estilo de vida e meio ambiente. E mais que isso, essas mudanças epigenéticas ainda podem ser passadas de geração a geração.

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Inicialmente, se pensarmos que dentre os principais FATORES DE RISCO estabelecidos para a maioria das DOENÇAS podemos citar:

  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Diabetes mellitus;
  • Etilismo, tabagismo, sedentarismo, dislipidemia (aumento das gorduras no sangue – colesterol, triglicerídeos);
  • Disfunção mitocondrial (funcionamento anormal das mitocôndrias – que são organelas onde produzimos nosso ATP, OU SEJA, NOSSA ENERGIA);
  • Disbiose intestinal (desequilíbrio da microbiota intestinal, pela presença de maior número de bactérias patogênicas, entre outras coisas);
  • Exposição a xenobióticos (que são substancias estranhas ou compostos químicos nos quais estamos expostos diariamente (agrotóxicos, pesticidas, poluentes ambientais, aditivos químicos, metais tóxicos, cosméticos, etc.);
  • Estresse oxidativo (o desequilíbrio entre compostos oxidantes, também conhecido como radicais livres e os nossos antioxidantes;
  • Estresse crônico (estudos mostram uma correlação entre hormônios do estresse e níveis elevados de proteína C-reativa, um marcador sanguíneo ligado à inflamação, que pode causar endurecimento das artérias, doenças cardíacas, ataque cardíaco e derrame.
  • Obesidade e dieta rica em gordura saturada, gordura trans, sal, açúcar e alimentos ultra processados, além do baixo consumo de frutas, vegetais e grãos.

Então sem dúvida alguma, todos nós temos muito a fazer, como prevenir ou evitar esses possíveis fatores de risco, já seria um ótimo começo.

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Pensando nisso, pesquisadores resolveram estudar populações consideradas as mais longevas do mundo.

As blue zones, ou ZONAS AZUIS, são locais específicos do mundo que têm algo em comum: um alto índice de moradores centenários. Adicionalmente esses indivíduos são mais felizes, menos estressados, tem ótima saúde física e mental e uma maior autonomia nas atividades do dia a dia mesmo ultrapassando os cem anos de idade. Tudo que buscamos na vida não é mesmo?

Foram identificadas cinco blue zones no mundo: Nicoya (Costa Rica); Ilha de Ikaria (Grécia); Loma Linda (Estados Unidos), Província de Nuoro, na Sardenha (Itália) e Okinawa (Japão).

A seguir, descreverei resumidamente o que os estudos concluíram como “os nove possíveis segredos” para a longevidade”, e o que poderíamos aprender com essas populações:

  1. Ser fisicamente ativo - As pessoas mais longevas do mundo vivem em ambientes que constantemente os estimulam a mover-se naturalmente;
  2. Possuir um propósito de vida - Conhecer seu senso de propósito vale até sete anos de expectativa de vida extra.
  3. Controle do estresse - Os Icarianos por exemplo tiram uma soneca, os sardos fazem um happy hour, os adventistas oram;
  4. Regra dos 80% - o mantra confucionista de Okinawa, de 2.500 anos, dito antes das refeições, os lembra de parar de comer quando estão 80% satisfeitos. Isso pode ser a diferença entre perder peso ou ganhá-lo. Adicionalmente, as pessoas nas zonas azuis comem sua menor refeição no final da tarde ou no início da noite e depois não comem mais pelo resto do dia;
  5. Alimentação – Priorizar uma variedade de vegetais, legumes, frutas e leguminosas em detrimento aos alimentos processados ou ultraprocessados. A carne é consumida em média apenas cinco vezes por mês. Os tamanhos das porções são em torno de 100gr, ou aproximadamente o tamanho de um baralho de cartas;
  6. Vinho – os centenários das zonas azuis bebem álcool em torno de 1-2 tacas, de preferência vinho tinto seco da região da Sardenha. Aqui merece um parêntese, essa orientação deve ser individualizada, pois talvez nem todos possam aderir a essas recomendações, nesses casos utilizar alimentos ricos em resveratrol ou quercetina como frutas vermelhas, cebola, chás;
  7. Ter Religiosidade e fé - Pesquisas mostram que frequentar cultos religiosos quatro vezes por mês acrescentará de 4 a 14 anos de expectativa de vida;
  8. Família - Centenários nas zonas azuis tem um convívio familiar frequente (pais, avos, filhos);
  9. Ter um convívio social e uma rede de apoio - As pessoas mais longevas do mundo escolheram ou nasceram em círculos sociais que apoiavam comportamentos saudáveis. Estudos de Framingham mostram que fumar, obesidade, felicidade e até solidão são contagiosos. Assim, as redes sociais de pessoas longevas moldaram favoravelmente seus comportamentos de saúde.

Como podemos perceber com os estudos realizados nas BLUE ZONES são muitos fatores que podem contribuir ou não para chegarmos aos 100 anos! Mas podemos começar a tentar colocar em pratica essas lições, já que nem todos nós infelizmente herdaremos uma GENETICA favorável para atingir um século de vida!

*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

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