E SE TIVESSEMOS O PODER DE RETARDAR O ENVELHECIMENTO?
O envelhecimento humano é um processo incrivelmente complexo caracterizado por declínio funcional dependente do tempo, resultando em diminuição da qualidade de vida.
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De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), a população global com mais de 65 anos está crescendo mais rápido do que qualquer outra faixa etária, estima-se que até 2050, um em cada seis pessoas terão mais de 65 anos.
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Sabe-se que o envelhecimento é um fator de risco predominante para a maioria das doenças dentre elas: diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas.
Dentro desse contexto, um novo conceito que vem sendo estudado na última década é o de SENESCÊNCIA CELULAR que seria de forma simplificada um estado de perda funcional das células, onde essas células envelhecidas passariam a liberar mais intensamente várias substancias PRO INFLAMATÓRIAS e esse fenômeno, chamado de SASP (fenótipo secretor associado à senescência), seria acompanhado de várias alterações levando a um dano celular irreparável, ENVELHECIMENTO PRECOCE E DOENÇAS ASSOCIADOS AO ENVELHECIMENTO.


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Contudo, se você tivesse que escolher, preferiria viver por mais tempo ou viver menos, no entanto, com muito mais saúde e qualidade de vida?
Idealmente você poderia pensar em desejar as duas opções: viver mais, porém com saúde e qualidade de vida...
Talvez você até já tenha ouvido falar no termo HEALTHSPAN? Que seria nada mais que um termo em inglês criado para descrever o “tempo de vida saudável das pessoas”.
Nas últimas décadas a ciência vem incansavelmente em busca de estratégias para promoção do “envelhecimento saudável” ou até mesmo para retardar o envelhecimento.
A SENOTERAPIA, seria uma dessas estratégias, pois atuariam nessas células senescentes (ou seja, envelhecidas e disfuncionais) assim como no SASP (esse fenótipo inflamatório associado ao envelhecimento).
Dentre possíveis intervenções que vêm sendo amplamente estudadas, podemos citar:
- Adoção de um padrão dietético tipo mediterrâneo, que preconiza:
- Consumo de azeite, oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes) e abacate como fontes de gorduras boas;
- Frutas e vegetais frescos e coloridos (esses alimentos são ricos em carotenoides, polifenóis, antocianinas, resveratrol, compostos organossulfurados, curcuminoides), leguminosas e sementes (ricas em fibras e proteína vegetal);
- Consumo frequente de peixes e frutos do mar (2-3 vezes por semana), fontes de ômega 3 e ovos (fornecendo proteínas de alta qualidade);
- Produtos lácteos diariamente, prioritariamente o iogurte;
- Carne vermelha consumida com moderação e preferencialmente cozida;
- Evitar alimentos processados e ultraprocessados;
- Doces, bolos e sobremesas lácteas apenas ocasionalmente em pequenas quantidades;
- Priorizar pequenas porções dos alimentos;
- Vinho com moderação, 1 taça às refeições;
Além da dieta Mediterrânea os estudos sugerem como estratégias:
- Restrição calórica ou jejum orientados;
- Manter-se fisicamente ativo;
- Ter um sono reparador;
- Abandono do tabagismo;
- E adicionalmente, alguns nutrientes e não nutrientes poderiam ser suplementados de acordo com deficiências e necessidades especificas e individualizadas tais como: vitamina D, zinco, ômega 3, berberina, resveratrol quercetina, cúrcuma, metformina dentre outros.
Que possamos viver cada vez mais e melhor, numa sociedade mais longeva, porém, com qualidade de vida, onde a idade biológica possa ser priorizada em detrimento apenas a idade cronológica.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
