COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO: O QUE PRECISAMOS SABER?
Um estudo publicado em agosto de 2023, na revista cientifica Physiological Reviews, por um grupo de pesquisadores incluindo brasileiros, vem sendo considerado a ENCICLOPÉDIA DO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO, por ser a revisão mais abrangente sobre o tema, resultante de mais de três anos de pesquisas. Os autores investigaram as respostas fisiológicas do comportamento sedentário relacionadas ao peso corporal, equilíbrio energético, metabolismo, sistema respiratório e cardiovascular, sistema musculo esquelético, sistema nervoso central, imunidade e processo inflamatório.
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Os comportamentos sedentários são caracterizados pelo baixo gasto energético na postura sentada ou deitada. Os pesquisadores reforçam que há muitas pesquisas e evidências sobre o impacto do exercício no processo saúde/doença, mas há pouca investigação acerca do comportamento sedentário ou sobre a ausência do movimento, que ocorre quando passamos muito tempo sentados por exemplo. Atualmente, ainda não há dados suficientes para estimar o quanto seria necessário reduzir o comportamento sedentário para minimizar os riscos à saúde.
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Nos últimos anos, o comportamento sedentário vem sendo associado ao aumento da mortalidade. E mesmo quem faz algum tipo de atividade física, porém, passa a maior parte do tempo sentado ou deitado, corre riscos de saúde, semelhantes ao sedentário, como por exemplo maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade, etc.
O artigo mostra que o comportamento sedentário leva, entre outras coisas:


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- À resistência à insulina;
- Aumento dos triglicerídeos;
- Perfil lipídico mais aterogênico;
- Aumento dos marcadores inflamatórios;
- Perda de massa muscular e força muscular;
- Aumento da gordura corporal e gordura visceral;
- Redução da aptidão cardiorrespiratória,
- Redução da densidade mineral óssea.
Adicionalmente os autores relatam que o gasto energético, a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo do músculo esquelético são maiores nessa ordem:
- Em presença de atividade física de qualquer intensidade;
- Em pé;
- Na posição sentada;
- E por último na posição deitada.
O estudo conclui ainda que apesar das diferenças marcantes entre os estudos individuais, as intervenções a longo prazo destinadas a redução do COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO resultaram em benefícios pequenos, porém CLINICAMENTE SIGNIFICATIVOS, sobre:
- Peso corporal;
- Circunferência da cintura;
- Porcentagem de gordura corporal;
- Glicemia e insulina dejejum;
- Concentrações de HDL, hemoglobina glicada;
- Pressão arterial sistólica em adultos e idosos
Os cientistas deixam a seguinte mensagem: “SENTE-SE MENOS, MOVA-SE MAIS”.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
